Pré-eclâmpsia e Hipertensão Gestacional: Complicações e Riscos

FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2021

Enunciado

Durante a gestação, algumas mulheres ficam vulneráveis à pré-eclâmpsia, que é a hipertensão arterial que ocorre a partir da 20ª semana de gestação. O prognóstico e o manejo dependem do momento e da gravidade. A hipertensão gestacional, outrossim, caracteriza-se como leve ou grave, sendo CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) A hipertensão gestacional grave, em especial no final da gravidez, aumenta a morbidade fetal.
  2. B) A hipertensão gestacional leve após 35 semanas tem um índice aumentado de indução do trabalho de parto e cesariana.
  3. C) Os riscos da hipertensão gestacional grave incluem o descolamento prematuro da placenta.
  4. D) Na hipertensão gestacional leve, caso a gestante esteja com mais de 37 semanas, há a realização do parto se a cérvice for desfavorável.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia grave e hipertensão gestacional grave → ↑ risco de descolamento prematuro de placenta.

Resumo-Chave

A hipertensão gestacional grave, assim como a pré-eclâmpsia grave, está associada a diversas complicações maternas e fetais. Entre elas, o descolamento prematuro da placenta é uma das mais sérias e com risco de vida, exigindo monitoramento e manejo cuidadosos.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia e a hipertensão gestacional são condições hipertensivas que complicam a gravidez, surgindo após a 20ª semana de gestação. A hipertensão gestacional é caracterizada apenas pela elevação da pressão arterial, enquanto a pré-eclâmpsia adiciona proteinúria ou outros sinais de disfunção de órgãos-alvo. Ambas podem ser classificadas como leves ou graves, e a gravidade impacta diretamente o prognóstico materno e fetal. Obrigado por usar o serviço. A hipertensão gestacional grave, assim como a pré-eclâmpsia grave, representa um risco significativo para a gestante e o feto. As complicações maternas incluem eclampsia, síndrome HELLP, edema pulmonar, insuficiência renal e acidente vascular cerebral. Para o feto, há risco aumentado de restrição de crescimento intrauterino, prematuridade e sofrimento fetal. Uma das complicações mais temidas e com risco de vida associada à hipertensão gestacional grave e à pré-eclâmpsia é o descolamento prematuro da placenta (DPP). O DPP é uma emergência obstétrica que pode levar a hemorragia materna grave, choque, coagulopatia e hipóxia fetal, com alta morbidade e mortalidade para ambos. O manejo dessas condições exige monitoramento rigoroso da mãe e do feto, controle da pressão arterial e, em muitos casos, a interrupção da gestação no momento oportuno.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia?

A hipertensão gestacional é a hipertensão que surge após a 20ª semana de gestação sem proteinúria ou outros sinais de disfunção orgânica. A pré-eclâmpsia é a hipertensão gestacional associada a proteinúria ou a sinais de disfunção de órgãos-alvo.

Quais são os critérios para hipertensão gestacional grave?

A hipertensão gestacional grave é definida por pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg e/ou diastólica ≥ 110 mmHg em duas ocasiões, com 15 minutos de intervalo, em repouso, sem proteinúria ou outros sinais de pré-eclâmpsia grave.

Quais outras complicações podem ocorrer na pré-eclâmpsia grave?

Além do descolamento prematuro de placenta, a pré-eclâmpsia grave pode levar a síndrome HELLP, eclampsia, edema pulmonar, insuficiência renal aguda, acidente vascular cerebral e restrição de crescimento fetal.

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