Pré-eclâmpsia a Termo: Quando Indicar a Resolução?

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020

Enunciado

Primigesta, 29 anos, idade gestacional de 37 semanas e dois dias é atendida na maternidade por elevação dos níveis pressóricos nos últimos dois dias. Pré-natal sem intercorrências até essa data. Ao exame físico, pressão arterial: 150/90mmHg (em duas medidas com intervalo de quatro horas), medida do fundo uterino: 32cm, batimento cardíaco fetal: 150bpm, colo uterino fechado, propedêutica de Síndrome HELLP sem alterações e relação proteína/creatinina urinária de 0,4. A conduta MAIS ADEQUADA é:

Alternativas

  1. A) iniciar metildopa e encaminhar ao pré-natal de alto risco.
  2. B) iniciar metildopa e propor o parto com 39 semanas de gravidez.
  3. C) internar e coletar urina para dosar proteinúria de 24 horas.
  4. D) internar e indicar a resolução da gravidez.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia em ≥ 37 semanas, mesmo sem critérios de gravidade clássicos, indica resolução da gravidez.

Resumo-Chave

A paciente apresenta pré-eclâmpsia (hipertensão + proteinúria confirmada pela relação proteína/creatinina > 0,3) em idade gestacional a termo (37 semanas e 2 dias). Nesses casos, a resolução da gravidez é a conduta mais adequada para prevenir complicações maternas e fetais, independentemente da presença de critérios de gravidade.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica de etiologia desconhecida, caracterizada por hipertensão e proteinúria que se desenvolve após 20 semanas de gestação. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. O reconhecimento precoce e a conduta adequada são cruciais para o manejo dessa condição complexa. Neste caso, a paciente apresenta hipertensão (150/90 mmHg) e proteinúria confirmada pela relação proteína/creatinina urinária de 0,4 (considerando >0,3 como positivo), configurando o diagnóstico de pré-eclâmpsia. A idade gestacional de 37 semanas e dois dias é um fator determinante na conduta. A recomendação atual para pré-eclâmpsia em gestações a termo (≥ 37 semanas), mesmo na ausência de critérios de gravidade severos, é a resolução da gravidez. Isso se deve ao fato de que a manutenção da gestação não oferece benefícios adicionais ao feto e aumenta o risco de complicações maternas, como eclampsia, síndrome HELLP ou descolamento prematuro de placenta. A internação é necessária para monitoramento e planejamento do parto.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para pré-eclâmpsia?

Pré-eclâmpsia é diagnosticada por hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões) após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria (≥ 0,3 g/24h ou relação proteína/creatinina urinária ≥ 0,3).

Por que a resolução da gravidez é indicada na pré-eclâmpsia a termo?

A resolução da gravidez é o tratamento definitivo para a pré-eclâmpsia. Em gestações a termo (≥ 37 semanas), os riscos maternos e fetais de manter a gravidez superam os benefícios, mesmo na ausência de critérios de gravidade.

Quais são os critérios de gravidade da pré-eclâmpsia?

Critérios de gravidade incluem PA ≥ 160/110 mmHg, trombocitopenia, insuficiência renal, comprometimento da função hepática, edema pulmonar, sintomas neurológicos (cefaleia, distúrbios visuais) e restrição de crescimento fetal.

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