Pré-eclâmpsia: Diagnóstico, Critérios e Manejo Essencial

SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2024

Enunciado

Das alternativas abaixo, qual faz referência a pré-eclâmpsia?

Alternativas

  1. A) É uma infecção causada por um protozoário chamado Trichomonas vaginalis que tem os seres humanos como únicos hospedeiros e nos homens costuma ser assintomáticos, enquanto nas mulheres quase sempre causam sintomas. Sua transmissão ocorre através da relação sexual desprotegida.
  2. B) É um tumor benigno composto por tecido uterino e pode permanecer estável por anos e sem causa aparente começar a crescer excessivamente e de forma rápida em pouco tempo.
  3. C) Afeta principalmente mulheres na fase pósmenopausa e se caracteriza pela perda acelerada de massa óssea, que ocorre durante o envelhecimento.
  4. D) Ocorre quando a hipertensão arterial surge após 20 semanas de gestação e associada à proteinúria (≥ 0,3g de proteína em urina de 24 horas ou ≥ 2 cruzes em uma amostra urinária).

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia = Hipertensão (após 20 sem) + Proteinúria (≥ 0,3g/24h ou ≥ 2 cruzes).

Resumo-Chave

A pré-eclâmpsia é uma condição grave da gravidez caracterizada por hipertensão e proteinúria que surge após a 20ª semana de gestação. Seu diagnóstico precoce e manejo adequado são essenciais para prevenir complicações maternas e fetais, como eclâmpsia e restrição de crescimento intrauterino.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma das condições mais sérias e comuns na obstetrícia, afetando aproximadamente 5-8% das gestações. Caracteriza-se pelo surgimento de hipertensão arterial e proteinúria após a 20ª semana de gestação em uma mulher previamente normotensa. Sua etiologia exata ainda não é totalmente compreendida, mas envolve disfunção placentária e resposta inflamatória sistêmica, resultando em disfunção endotelial generalizada. O diagnóstico da pré-eclâmpsia é baseado na presença de pressão arterial ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões com 4 horas de intervalo, após 20 semanas de gestação, associada à proteinúria (≥ 0,3g em urina de 24 horas ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3 ou dipstick ≥ 2+). Na ausência de proteinúria, o diagnóstico pode ser feito se houver sinais de disfunção de órgãos-alvo. A identificação precoce é crucial para o manejo adequado e a prevenção de complicações. O tratamento definitivo da pré-eclâmpsia é o parto, mas o manejo expectante pode ser considerado em casos selecionados, especialmente em gestações pré-termo, com monitoramento rigoroso. O controle da pressão arterial, a prevenção de convulsões (com sulfato de magnésio) e a avaliação contínua do bem-estar materno e fetal são pilares da conduta. Residentes devem dominar os critérios diagnósticos e as diretrizes de manejo para garantir a segurança da mãe e do bebê.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da pré-eclâmpsia?

Os principais sinais são hipertensão arterial e proteinúria. Sintomas podem incluir cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica ou no quadrante superior direito, edema súbito e ganho de peso rápido.

Qual a diferença entre pré-eclâmpsia e hipertensão gestacional?

A hipertensão gestacional é a hipertensão que surge após 20 semanas sem proteinúria. A pré-eclâmpsia é a hipertensão que surge após 20 semanas ASSOCIADA à proteinúria ou a outros sinais de disfunção de órgãos-alvo.

Quais são as principais complicações da pré-eclâmpsia para mãe e feto?

Para a mãe, as complicações incluem eclâmpsia, síndrome HELLP, edema pulmonar, insuficiência renal e AVC. Para o feto, pode causar restrição de crescimento intrauterino, prematuridade e descolamento prematuro da placenta.

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