Pré-eclâmpsia: Impacto e Fatores de Risco para Óbito Materno

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025

Enunciado

As doenças hipertensivas acometem em torno de 5 a 10% das gestações em todo o mundo, e o conhecimento médico sobre condições como hipertensão crônica, hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, eclâmpsia e pré-eclâmpsia superposta à hipertensão crônica é extremamente importante para o cuidado adequado do paciente.Desse modo, assinale a alternativa que apresenta informações corretas sobre a pré-eclâmpsia.

Alternativas

  1. A) Quanto maior a proteinúria, maior a gravidade da doença.
  2. B) A convulsão materna, em geral, ocorre após o décimo dia pós-parto.
  3. C) Edema, proteinúria e hipertensão são os critérios atuais da tríade clássica do diagnóstico.
  4. D) A hipertensão arterial é uma das principais causas de óbito materno por complicações obstétricas no Brasil.
  5. E) O AAS tem efeito significativo na redução do risco de pré-eclâmpsia se introduzido após as 16 semanas de idade gestacional.

Pérola Clínica

Hipertensão gestacional é causa líder de óbito materno no Brasil, destacando a gravidade da pré-eclâmpsia.

Resumo-Chave

As doenças hipertensivas da gestação, incluindo a pré-eclâmpsia, são as principais causas de morbimortalidade materna e perinatal no Brasil e no mundo. O reconhecimento e manejo adequados são essenciais para reduzir esses desfechos negativos.

Contexto Educacional

As doenças hipertensivas da gestação representam um grupo heterogêneo de condições que complicam aproximadamente 5-10% das gestações globalmente, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. No Brasil, a hipertensão arterial é, de fato, uma das principais causas de óbito materno por complicações obstétricas, ressaltando a importância do diagnóstico precoce e manejo adequado da pré-eclâmpsia e suas formas mais graves. A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica de etiologia complexa, caracterizada por hipertensão de início após 20 semanas de gestação e proteinúria, ou, na ausência de proteinúria, por sinais de disfunção de órgão-alvo. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal que leva à disfunção endotelial sistêmica. A gravidade da doença não é diretamente proporcional à magnitude da proteinúria, e a tríade clássica (hipertensão, proteinúria, edema) não é mais o único critério diagnóstico, com o edema sendo excluído dos critérios atuais. O manejo da pré-eclâmpsia varia conforme a gravidade e a idade gestacional, podendo incluir monitoramento rigoroso, uso de anti-hipertensivos, sulfato de magnésio para prevenção de convulsões (eclâmpsia) e, em casos graves, a interrupção da gestação. A prevenção com AAS em baixas doses é eficaz em gestantes de alto risco, mas deve ser iniciada antes das 16 semanas de gestação.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos atuais para pré-eclâmpsia?

Os critérios incluem hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg após 20 semanas de gestação) e proteinúria (≥ 300 mg em 24h) OU hipertensão com sinais de disfunção de órgão-alvo (sem proteinúria), como plaquetopenia, insuficiência renal, disfunção hepática, edema pulmonar ou sintomas cerebrais/visuais.

Qual o papel do AAS na prevenção da pré-eclâmpsia?

O AAS em baixa dose é recomendado para prevenção de pré-eclâmpsia em gestantes de alto risco, devendo ser iniciado idealmente antes das 16 semanas de idade gestacional para maior eficácia.

Quando a convulsão (eclâmpsia) pode ocorrer em relação ao parto?

A convulsão eclâmptica pode ocorrer antes, durante ou após o parto. Embora mais comum no periparto, cerca de 10-20% dos casos ocorrem no pós-parto, geralmente nas primeiras 48-72 horas, mas pode se estender até 6 semanas.

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