SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025
O uso de ácido acetilsalicílico é uma medida farmacológica para prevenção da préeclâmpsia. Assinale a alternativa que apresenta um fator de risco que indica o uso desta medicação durante a gestação:
Gestação gemelar é fator de risco para pré-eclâmpsia → indica AAS para prevenção.
A gestação gemelar é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia devido à maior massa placentária e, consequentemente, maior produção de fatores antiangiogênicos. O uso de ácido acetilsalicílico (AAS) em baixas doses é recomendado para a prevenção em gestantes com fatores de risco.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão arterial (pressão arterial ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões com 4 horas de intervalo, após 20 semanas de gestação) e proteinúria, ou hipertensão com disfunção de órgão-alvo. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, tornando sua prevenção e manejo cruciais na obstetrícia. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal, levando à isquemia placentária e liberação de fatores antiangiogênicos que causam disfunção endotelial sistêmica. A identificação de fatores de risco é fundamental para a prevenção. Fatores como hipertensão crônica, diabetes pré-gestacional, doença renal crônica, lúpus, história prévia de pré-eclâmpsia, nuliparidade, obesidade e, notavelmente, a gestação gemelar, aumentam significativamente o risco. A gestação gemelar, em particular, eleva o risco devido à maior massa placentária e à consequente maior demanda metabólica e produção de substâncias vasoativas. Para gestantes com um ou mais fatores de risco, o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) em baixas doses (geralmente 100-150 mg/dia) é uma medida farmacológica eficaz para a prevenção. O AAS deve ser iniciado idealmente entre a 12ª e a 16ª semana de gestação e mantido até próximo ao termo. Sua ação antiplaquetária e anti-inflamatória melhora a perfusão placentária e modula a resposta inflamatória, reduzindo a incidência e a gravidade da pré-eclâmpsia. É importante que residentes saibam identificar as gestantes de risco e prescrever o AAS corretamente, contribuindo para melhores desfechos maternos e neonatais. A multiparidade, infecção aguda por toxoplasmose e malformação cardíaca do feto não são, por si só, indicações para AAS na prevenção de pré-eclâmpsia.
Fatores de risco incluem hipertensão crônica, diabetes pré-gestacional, doença renal crônica, lúpus eritematoso sistêmico, gestação gemelar, história prévia de pré-eclâmpsia, nuliparidade e obesidade.
O AAS em baixas doses atua inibindo a agregação plaquetária e modulando a produção de prostaciclinas e tromboxanos, melhorando a perfusão placentária e reduzindo o risco de disfunção endotelial associada à pré-eclâmpsia.
O AAS deve ser iniciado preferencialmente antes da 16ª semana de gestação (idealmente entre 12 e 16 semanas) e mantido até próximo ao termo, para maximizar sua eficácia na prevenção.
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