Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2021
Primigesta, 20 anos de idade, em acompanhamento pré-natal de risco habitual, encontra-se na 22ª semana de gestação, assintomática, pressão arterial = 150 x 100 mmHg, associada a proteinúria +/4+. Nega histórico de comorbidades. Qual é a hipótese diagnóstica principal para esta jovem?
Hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) + proteinúria (≥ 300mg/24h ou +/4+) após 20 semanas em gestante sem comorbidades → Pré-eclâmpsia.
A pré-eclâmpsia é caracterizada por hipertensão arterial (PA ≥ 140/90 mmHg) que surge após a 20ª semana de gestação em mulheres previamente normotensas, associada a proteinúria ou outros sinais de disfunção de órgãos-alvo. O caso da primigesta de 22 semanas com PA elevada e proteinúria se encaixa perfeitamente nos critérios diagnósticos.
A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, afetando cerca de 2-8% das gestações. Caracteriza-se pelo surgimento de hipertensão e proteinúria (ou outros sinais de disfunção orgânica) após a 20ª semana de gestação em mulheres previamente normotensas, sendo uma condição grave que exige atenção. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal, levando à isquemia placentária e liberação de fatores antiangiogênicos que causam disfunção endotelial sistêmica. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de pressão arterial e proteinúria, sendo crucial a diferenciação de outras síndromes hipertensivas da gravidez para um manejo adequado. O manejo visa prevenir complicações maternas (eclâmpsia, síndrome HELLP) e fetais (restrição de crescimento, prematuridade), sendo a única cura definitiva o parto. O acompanhamento rigoroso, a monitorização da pressão arterial e da proteinúria, e a intervenção oportuna são essenciais para otimizar os desfechos materno-fetais.
A pré-eclâmpsia é diagnosticada pela presença de hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões com 4h de intervalo, ou ≥ 160/110 mmHg em uma ocasião) após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria (≥ 300 mg/24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3 ou dipstick ≥ +1) ou sinais de disfunção de órgãos-alvo.
A hipertensão gestacional é caracterizada por hipertensão que surge após 20 semanas sem proteinúria ou disfunção de órgãos-alvo, enquanto a pré-eclâmpsia inclui a presença de proteinúria ou outros sinais de comprometimento orgânico, como plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas ou sintomas neurológicos.
Fatores de risco incluem primiparidade, histórico prévio de pré-eclâmpsia, gestação múltipla, doenças crônicas (diabetes, hipertensão crônica, doença renal, doenças autoimunes), obesidade e idade materna avançada ou muito jovem, exigindo monitoramento mais rigoroso.
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