INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2025
Gestante com 29 semanas é diagnosticada com pré-eclâmpsia grave, restrição de crescimento fetal, insuficiência placentária grave e centralização fetal, com perfil biofísico fetal 10. Qual dos mecanismos a seguir melhor se correlaciona com a fisiopatologia da pré-eclâmpsia grave?
Pré-eclâmpsia grave → invasão trofoblástica inadequada das arteríolas espiraladas maternas.
A fisiopatologia da pré-eclâmpsia grave está intrinsecamente ligada à placentação anormal. A falha na remodelação das arteríolas espiraladas maternas pelo trofoblasto, que não invade adequadamente a camada muscular média, resulta em vasos de alta resistência e baixa capacitância, levando à isquemia placentária e liberação de fatores antiangiogênicos.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação, podendo evoluir para formas graves com disfunção de órgãos-alvo maternos e complicações fetais. Sua fisiopatologia central reside na placentação anormal, que ocorre nas fases iniciais da gravidez. O mecanismo chave envolve a falha da segunda onda de invasão trofoblástica, onde as células trofoblásticas não conseguem invadir e remodelar adequadamente a camada muscular média das arteríolas espiraladas maternas. Isso impede que esses vasos se tornem de baixa resistência e alta capacitância, resultando em um fluxo sanguíneo placentário inadequado e isquemia. A isquemia placentária leva à liberação de fatores antiangiogênicos e pró-inflamatórios na circulação materna, causando disfunção endotelial sistêmica e as manifestações clínicas da pré-eclâmpsia. As consequências fetais da insuficiência placentária incluem restrição de crescimento fetal, oligodrâmnio e centralização fetal, como observado no enunciado. O manejo da pré-eclâmpsia grave envolve monitoramento materno e fetal rigoroso, controle da pressão arterial, prevenção de convulsões (com sulfato de magnésio) e, em última instância, a interrupção da gestação para resolver a doença, uma vez que a placenta é a fonte do problema.
A invasão trofoblástica inadequada das arteríolas espiraladas maternas impede sua remodelação em vasos de baixa resistência e alta capacitância, resultando em perfusão placentária deficiente e isquemia, que é o evento inicial da pré-eclâmpsia.
A insuficiência placentária leva a complicações fetais graves, como restrição de crescimento fetal, oligodrâmnio, centralização fetal e, em casos extremos, óbito fetal, além de contribuir para a disfunção endotelial materna.
A disfunção endotelial sistêmica, causada por fatores liberados pela placenta isquêmica, manifesta-se por hipertensão, proteinúria, edema, disfunção renal, hepática e neurológica materna, caracterizando a síndrome clínica da pré-eclâmpsia.
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