São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2023
Existe associação entre pré-diabetes e risco cardiovascular. Podemos indicar como correto o item:
Pré-diabetes (HbA1c e GJ alteradas) ↑ risco CV → rastreamento e intervenção no estilo de vida são cruciais.
O pré-diabetes, caracterizado por níveis elevados de glicemia de jejum e/ou HbA1c, não é uma condição benigna. Ele já confere um aumento do risco cardiovascular, justificando o rastreamento ativo e a implementação de intervenções no estilo de vida para prevenir a progressão para DM2 e reduzir eventos CV.
O pré-diabetes é uma condição intermediária entre a normoglicemia e o Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), caracterizada por níveis de glicemia de jejum, glicemia pós-prandial ou hemoglobina glicada (HbA1c) acima do normal, mas abaixo dos limites diagnósticos para DM2. Sua importância clínica vai muito além de ser um mero precursor do diabetes. Estudos epidemiológicos têm demonstrado consistentemente que indivíduos com pré-diabetes já apresentam um risco aumentado para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares (DCV), incluindo infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e doença arterial periférica. Essa associação é atribuída a mecanismos como resistência à insulina, disfunção endotelial, inflamação crônica e dislipidemia, que já se instalam antes do diagnóstico franco de DM2. Portanto, o rastreamento para identificar indivíduos com pré-diabetes é crucial. Uma vez diagnosticado, o foco da intervenção deve ser a modificação intensiva do estilo de vida (dieta, exercício físico e perda de peso), que comprovadamente reduz a progressão para DM2 e, consequentemente, o risco de DCV. Em alguns casos, a farmacoterapia (como metformina) pode ser considerada, especialmente em pacientes de alto risco.
Pré-diabetes é diagnosticado com glicemia de jejum entre 100-125 mg/dL, teste oral de tolerância à glicose (TOTG) com glicemia de 2 horas entre 140-199 mg/dL, ou HbA1c entre 5,7-6,4%.
Mesmo em níveis de glicemia abaixo do diagnóstico de diabetes, a resistência à insulina, disfunção endotelial e inflamação crônica já estão presentes, contribuindo para aterosclerose e aumento do risco de eventos cardiovasculares.
A principal intervenção é a modificação do estilo de vida, incluindo dieta saudável, perda de peso (5-7% do peso corporal) e aumento da atividade física, que pode reduzir significativamente o risco de progressão para DM2 e eventos cardiovasculares.
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