UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2022
Homem de 44 anos, com IMC = 33kg/m², assintomático, sem história de doenças prévias, realiza exames de rotina, que mostram glicemia de jejum de 107 e 110mg/dL em duas ocasiões distintas, com níveis normais de ureia e creatinina. A mãe é portadora de diabetes mellitus tipo 2. Para esse caso, o diagnóstico e a(s) conduta(s) mais adequada(s), respectivamente, é(são):
Glicemia jejum 100-125 mg/dL = Pré-diabetes. Conduta inicial: dieta hipocalórica + atividade física.
O diagnóstico de pré-diabetes é feito com glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL, teste oral de tolerância à glicose (TOTG) entre 140 e 199 mg/dL ou HbA1c entre 5,7% e 6,4%. A principal conduta é a modificação do estilo de vida, com dieta e exercícios, visando a perda de peso e a prevenção da progressão para diabetes tipo 2.
O pré-diabetes é uma condição caracterizada por níveis de glicose no sangue mais altos que o normal, mas não altos o suficiente para serem diagnosticados como diabetes mellitus tipo 2 (DM2). É um estágio intermediário que precede o DM2 e está associado a um risco aumentado de desenvolver a doença, bem como complicações cardiovasculares. A prevalência do pré-diabetes tem crescido globalmente, refletindo a epidemia de obesidade e sedentarismo. O reconhecimento precoce é crucial para intervenções preventivas. O diagnóstico de pré-diabetes é estabelecido por meio de exames laboratoriais: glicemia de jejum alterada (GJA) entre 100 e 125 mg/dL, tolerância à glicose diminuída (TGD) com glicemia de 2 horas no teste oral de tolerância à glicose (TOTG) entre 140 e 199 mg/dL, ou hemoglobina glicada (HbA1c) entre 5,7% e 6,4%. Fatores de risco incluem obesidade (IMC > 25 kg/m²), sedentarismo, história familiar de DM2, idade avançada e hipertensão. A fisiopatologia envolve resistência à insulina e disfunção das células beta pancreáticas. A conduta mais adequada e eficaz para o pré-diabetes é a modificação intensiva do estilo de vida, que inclui dieta hipocalórica e aumento da atividade física, visando uma perda de peso de 5-7% do peso corporal. Essa intervenção demonstrou reduzir significativamente o risco de progressão para DM2. A metformina pode ser considerada em casos selecionados de alto risco, mas não substitui as mudanças no estilo de vida. O acompanhamento regular é fundamental para monitorar a glicemia e reforçar as medidas preventivas.
O pré-diabetes é diagnosticado por uma glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL, um teste oral de tolerância à glicose (TOTG) com valor entre 140 e 199 mg/dL após 2 horas, ou uma hemoglobina glicada (HbA1c) entre 5,7% e 6,4%.
A modificação do estilo de vida, incluindo dieta hipocalórica e aumento da atividade física, é a intervenção mais eficaz para prevenir ou atrasar a progressão do pré-diabetes para o diabetes mellitus tipo 2, promovendo perda de peso e melhora da sensibilidade à insulina.
A metformina pode ser considerada para pacientes com pré-diabetes de alto risco, como aqueles com IMC ≥ 35 kg/m², idade inferior a 60 anos, ou mulheres com história de diabetes gestacional, especialmente se as modificações do estilo de vida não forem suficientes.
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