Pré-diabetes: Critérios Diagnósticos e Fatores de Risco

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022

Enunciado

Homem de 59 anos, obeso, sedentário, hipertenso, com história familiar de diabetes, relata glicemia alta no pré-operatório de hiperplasia de próstata. Após alta hospitalar, procurou a Unidade Básica de Saúde (UBS), referindo ganho de peso e queixando-se de nictúria. Ao exame: PA = 150 x 90mmHg, IMC = 38kg/m² e CA = 115cm. Os exames laboratoriais mostram glicemia de jejum = 124mg/dL, HBA1c = 6,3% e teste oral de tolerância (TOTG) alterado (G = 119mg/dL e pós-sobrecarga = 185mg/dL). Quanto ao diagnóstico, é correto afirmar que o(a):

Alternativas

  1. A) quadro clínico inicial e os resultados dos exames são sugestivos de risco aumentado para diabetes
  2. B) diagnóstico de diabetes mellitus é confirmado pelo resultado do TOTG, que é o exame mais sensível para esse fim
  3. C) presença de obesidade e hipertensão associados à HBA1c maior que 6% são compatíveis com o diagnóstico de diabetes tipo 2
  4. D) história clínica, a predisposição genética e o exame físico compatível com síndrome metabólica são suficientes para o diagnóstico presuntivo de diabetes

Pérola Clínica

Glicemia jejum 100-125 mg/dL ou HbA1c 5,7-6,4% ou TOTG 140-199 mg/dL = pré-diabetes.

Resumo-Chave

O paciente apresenta múltiplos fatores de risco para diabetes tipo 2 (obesidade, sedentarismo, hipertensão, história familiar) e exames laboratoriais (glicemia de jejum 124mg/dL, HbA1c 6,3%, TOTG pós-sobrecarga 185mg/dL) que se enquadram nos critérios de pré-diabetes, indicando um risco aumentado para desenvolver a doença.

Contexto Educacional

O diabetes mellitus tipo 2 é uma doença crônica caracterizada por hiperglicemia resultante de defeitos na secreção de insulina, na ação da insulina ou em ambos. Sua prevalência tem aumentado globalmente, sendo um grande problema de saúde pública. O pré-diabetes é uma condição intermediária onde os níveis de glicose estão acima do normal, mas não atingem os critérios para diabetes, indicando um alto risco de progressão para a doença. A fisiopatologia do diabetes tipo 2 envolve resistência à insulina nos tecidos periféricos e disfunção das células beta pancreáticas. O diagnóstico de diabetes é estabelecido por glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, HbA1c ≥ 6,5%, glicemia de 2 horas no TOTG ≥ 200 mg/dL ou glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL com sintomas clássicos. O paciente da questão apresenta valores que se enquadram nos critérios de pré-diabetes, não de diabetes confirmado. A conduta para pacientes com pré-diabetes foca em mudanças no estilo de vida, como dieta saudável e aumento da atividade física, para prevenir ou atrasar a progressão para diabetes tipo 2. Em alguns casos, a metformina pode ser considerada. O acompanhamento regular dos níveis de glicose é essencial para monitorar a condição e intervir precocemente.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para pré-diabetes?

Pré-diabetes é diagnosticado com glicemia de jejum entre 100-125 mg/dL, ou hemoglobina glicada (HbA1c) entre 5,7-6,4%, ou glicemia de 2 horas no TOTG entre 140-199 mg/dL.

Quais são os principais fatores de risco para diabetes tipo 2?

Os principais fatores incluem obesidade, sedentarismo, história familiar de diabetes, hipertensão arterial, dislipidemia, síndrome dos ovários policísticos e idade avançada.

Como o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) é interpretado no diagnóstico de diabetes?

No TOTG, uma glicemia de 2 horas pós-sobrecarga ≥ 200 mg/dL confirma o diagnóstico de diabetes. Valores entre 140-199 mg/dL indicam intolerância à glicose (pré-diabetes).

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