INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
O prefeito de um município brasileiro deseja implantar as Práticas Integrativas e Complementares (PICS) em sua cidade, para que os cidadãos tenham acesso a sessões de auriculoterapia, musicoterapia, entre outras PICS. Sobre as orientações expressas no referido programa do Sistema Único de Saúde (SUS), é correto afirmar que
PICS no SUS → caráter multiprofissional e adequação ao nível de atenção à saúde.
As Práticas Integrativas e Complementares (PICS) no SUS devem ser implementadas de forma multiprofissional, considerando a adequação de cada prática ao nível de atenção (primária, secundária ou terciária) para otimizar o acesso e a efetividade.
As Práticas Integrativas e Complementares (PICS) representam um conjunto de abordagens terapêuticas que buscam a integralidade do cuidado, considerando o ser humano em suas dimensões física, mental, emocional e espiritual. No Brasil, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS), instituída em 2006, visa ampliar o acesso da população a essas práticas, como acupuntura, auriculoterapia, musicoterapia, entre outras, reconhecendo seu potencial para a promoção da saúde, prevenção de doenças e recuperação. A implementação das PICS no SUS é orientada por princípios como a integralidade, a equidade e a participação social. É fundamental que as ações tenham um caráter multiprofissional, envolvendo diversos profissionais de saúde capacitados para a oferta dessas práticas. Além disso, a escolha e a forma de implementação das PICS devem se adequar aos diferentes níveis de atenção à saúde – primária, secundária e terciária – garantindo que as práticas mais simples e de maior abrangência estejam disponíveis na atenção primária, enquanto as mais complexas possam ser ofertadas em níveis de maior especialização. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece e incentiva a integração das medicinas tradicionais e complementares nos sistemas de saúde, mas não regula quais práticas específicas devem ser implementadas em cada país, deixando essa autonomia para as políticas nacionais. A auriculoterapia, por exemplo, pode ser amplamente utilizada na atenção primária devido à sua simplicidade e baixo custo, enquanto outras práticas podem exigir ambientes mais especializados. A correta implementação das PICS contribui para um SUS mais resolutivo e humanizado.
A PNPIC visa institucionalizar e regulamentar a oferta de PICS no SUS, ampliando as opções terapêuticas para os usuários, promovendo a integralidade do cuidado e a autonomia dos indivíduos em relação à sua saúde.
As PICS devem ser ofertadas de forma descentralizada, com ênfase na Atenção Primária à Saúde (APS), mas também podem ser implementadas nos níveis secundário e terciário, de acordo com a complexidade da prática e a necessidade dos usuários.
O caráter multiprofissional é fundamental para a integralidade do cuidado, permitindo que diferentes profissionais de saúde, com suas respectivas formações e competências, atuem de forma complementar na oferta das PICS, enriquecendo o tratamento e a promoção da saúde.
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