PICs e Acupuntura: Evidências e Políticas da OMS

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023

Enunciado

Com as resoluções da Conferência Mundial de Saúde em Alma-Ata e da criação do Programa de Medicina Tradicional, no fim dos anos 1970, preocupada em promover maior acesso a tecnologias seguras e de baixo custo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) vem estimulando seus Estados-membros a desenvolverem políticas e programas que deem respaldo e qualificação a práticas de cuidados em saúde advindas da tradição popular e das chamadas medicinas alternativas e complementares que gozem de reconhecida segurança e eficácia. Assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) A Medicina Antroposófica se provou segura, eficaz porém ocasiona aumento nos custos de saúde visto a complexidade da sua  prática. Está associada a melhoras clínicas substantivas e ao aumento importante da qualidade de vida.
  2. B) A homeopatia compartilha com outras Práticas Integrativas e Complementares (PICs) a visão integral do ser humano e pode contribuir na ampliação da arte de cuidar da prática do médico, sobretudo em condições agudas nos serviços de emergência.
  3. C) As ferramentas que checam regularidades sucessos terapêuticos dos procedimentos terapêuticos praticados dentro da visão biomédica são suficientes para comprovar efeitos de práticas terapêuticas baseadas em plataformas conceituais de naturezas diferentes.
  4. D) As bases de dados que concentram a literatura médica disponibilizam estudos custo efetivos favoráveis ao uso da acupuntura como método terapêutico.
  5. E) Todas as alternativas estão corretas.\n

Pérola Clínica

Acupuntura = prática integrativa com evidências de custo-efetividade e segurança reconhecidas pela OMS.

Resumo-Chave

A OMS incentiva a integração de práticas tradicionais e complementares (PICs) baseadas em segurança e eficácia, destacando a acupuntura por sua robusta literatura de custo-benefício.

Contexto Educacional

O movimento de integração das práticas tradicionais ganhou força com a Conferência de Alma-Ata em 1978, que estabeleceu a Atenção Primária à Saúde como pilar central. A OMS reconhece que a medicina tradicional e complementar pode contribuir significativamente para a cobertura universal de saúde, desde que haja respaldo científico. No Brasil, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) formaliza essas terapias no SUS. A questão destaca que, para serem incorporadas, essas práticas devem gozar de segurança e eficácia, sendo a acupuntura um dos exemplos mais robustos em termos de literatura científica e análise de custo-benefício no cenário global contemporâneo.

Perguntas Frequentes

Qual a posição da OMS sobre as PICs?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) incentiva os Estados-membros a desenvolverem políticas que integrem as Práticas Integrativas e Complementares (PICs) aos sistemas nacionais de saúde. O foco principal é ampliar o acesso a tecnologias seguras, de baixo custo e com eficácia comprovada, respeitando as tradições populares e medicinas alternativas que demonstrem benefícios clínicos reais através de estudos científicos.

A acupuntura possui evidência de custo-efetividade?

Sim, diversas bases de dados de literatura médica disponibilizam estudos que demonstram a custo-efetividade favorável da acupuntura. Ela é frequentemente utilizada no manejo de dores crônicas e outras condições, reduzindo a necessidade de intervenções farmacológicas mais caras ou invasivas, o que justifica sua inclusão em sistemas públicos de saúde como o SUS por ser uma tecnologia segura e eficiente.

A homeopatia é indicada para emergências?

Embora a homeopatia compartilhe a visão integral do ser humano, sua aplicação em serviços de emergência para condições agudas graves não é a prática padrão ou prioritária. As PICs visam complementar o cuidado, mas em situações de urgência e emergência, os protocolos biomédicos de suporte avançado de vida e intervenções convencionais permanecem como a conduta de primeira linha.

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