PICs no SUS: Práticas Integrativas e Complementares

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022

Enunciado

Em relação às práticas integrativas e complementares (PICs), classifique as sentenças abaixo como verdadeiras (V) ou falsas (F) e escolha a alternativa com a sequência correta.I - Por consistirem em práticas de medicina alternativa, as PICs ainda não estão contempladas no Sistema Único de Saúde.II - Englobam práticas de cuidado tradicionais e milenares, utilizadas na Atenção Primária a Saúde em todos os países do mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).III - O uso de plantas medicinais pode ser considerado em diversas situações clínicas, por ser eficaz, não apresentar efeitos colaterais e não possuir interações medicamentosas. IV - A homeopatia baseia-se no conceito de que “semelhante cura semelhante” e os medicamentos são feitos a partir do processo de dinamização.V - A Medicina Tradicional Chinesa engloba práticas que visam a buscar o equilíbrio do fluxo das forças internas, responsáveis pela expressão da saúde e da doença. Fazem parte dessa racionalidade terapias como a acupuntura, o shiatsu e a moxabustão.

Alternativas

  1. A) V, F, V, V, F.
  2. B) F, F, F, V, V.
  3. C) F, V, F, V, V.
  4. D) F, V, V, V, V.
  5. E) F, V, V, F, V.

Pérola Clínica

PICs são contempladas no SUS, visam equilíbrio e não substituem medicina convencional.

Resumo-Chave

As Práticas Integrativas e Complementares (PICs) são reconhecidas e oferecidas pelo SUS, complementando a medicina convencional. Elas englobam abordagens tradicionais como a Homeopatia e a Medicina Tradicional Chinesa, que buscam o equilíbrio do indivíduo, mas o uso de plantas medicinais exige cautela devido a possíveis efeitos colaterais e interações.

Contexto Educacional

As Práticas Integrativas e Complementares (PICs) representam um conjunto de abordagens terapêuticas que buscam a integralidade do cuidado, considerando o ser humano em suas dimensões física, mental, emocional e espiritual. No Brasil, as PICs são reconhecidas e incentivadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) através da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), visando ampliar as opções de tratamento e promover a saúde. Diferente da crença de que são "medicina alternativa", as PICs são complementares à medicina convencional, e não a substituem. A Organização Mundial de Saúde (OMS) apoia a integração de práticas tradicionais e complementares nos sistemas de saúde. Conceitos como a homeopatia, baseada no "semelhante cura semelhante" e na dinamização, e a Medicina Tradicional Chinesa (MTC), que busca o equilíbrio do "Qi" através de técnicas como acupuntura e moxabustão, são exemplos de PICs com racionalidades próprias. É fundamental que profissionais de saúde compreendam as indicações e limitações das PICs. Embora muitas sejam seguras, o uso de plantas medicinais, por exemplo, exige cautela devido a potenciais efeitos colaterais e interações medicamentosas, necessitando de orientação profissional. A integração das PICs no SUS visa oferecer um cuidado mais holístico e centrado no paciente, contribuindo para a promoção da saúde e prevenção de doenças.

Perguntas Frequentes

As Práticas Integrativas e Complementares (PICs) são reconhecidas pelo SUS?

Sim, as PICs são reconhecidas e oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2006, com a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), visando ampliar as opções terapêuticas e a integralidade do cuidado.

Quais são alguns exemplos de PICs contempladas no SUS?

O SUS contempla diversas PICs, como acupuntura, homeopatia, fitoterapia, medicina tradicional chinesa, termalismo, arteterapia, meditação, musicoterapia, reiki, yoga, entre outras.

As plantas medicinais são seguras e sem interações medicamentosas?

Não. Embora as plantas medicinais possam ser eficazes, elas não são isentas de efeitos colaterais e podem apresentar interações medicamentosas com fármacos convencionais. Seu uso deve ser orientado por profissional de saúde qualificado.

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