Potencial Evocado Visual (PEV): Indicações e Interpretação

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2019

Enunciado

Sobre o potencial evocado visual (PEV), é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) É capaz de localizar uma lesão especificamente no córtex occipital.
  2. B) Não é útil nos casos de neurite óptica por esclerose múltipla.
  3. C) Avalia a integridade funcional da via visual como um todo.
  4. D) O PEV multifocal não apresenta correlação com o exame de campo visual.

Pérola Clínica

PEV = Avalia a integridade funcional da via visual, do fotorreceptor ao córtex occipital.

Resumo-Chave

O Potencial Evocado Visual (PEV) mede a resposta elétrica do córtex occipital a estímulos visuais, sendo o padrão-ouro para detectar atrasos de condução nervosa.

Contexto Educacional

O Potencial Evocado Visual (PEV) é uma ferramenta indispensável na neuro-oftalmologia. Ele se baseia no registro eletroencefalográfico de sinais gerados no córtex occipital após estímulos luminosos (flash) ou padrões de xadrez (pattern). A onda P100 é o componente mais estável e clinicamente relevante. Sua principal aplicação clínica reside na investigação de neuropatias ópticas inflamatórias, isquêmicas ou compressivas. Em casos de simulação ou cegueira cortical, o PEV ajuda a diferenciar causas orgânicas de funcionais. É importante notar que, embora avalie a via como um todo, ele não substitui a imagem (RM) para localização anatômica precisa, mas oferece dados funcionais que a imagem não provê.

Perguntas Frequentes

O que o PEV avalia exatamente?

O Potencial Evocado Visual (PEV) avalia a integridade funcional de toda a via visual aferente, desde as células ganglionares da retina, passando pelo nervo óptico, quiasma, tracto visual, radiações ópticas até o córtex visual primário (área 17 de Brodmann). Ele detecta a velocidade de condução (latência) e a amplitude da resposta elétrica gerada por um estímulo visual.

Qual a utilidade do PEV na esclerose múltipla?

O PEV é extremamente útil na esclerose múltipla para detectar episódios prévios ou subclínicos de neurite óptica. O achado clássico é o aumento da latência da onda P100 com preservação relativa da amplitude, o que reflete a desmielinização do nervo óptico, mesmo em pacientes que não apresentam queixas visuais agudas no momento do exame.

Qual a diferença entre PEV de padrão e PEV multifocal?

O PEV de padrão (pattern VEP) avalia a resposta global da mácula e do nervo óptico, sendo muito sensível a neuropatias ópticas. Já o PEV multifocal (mfVEP) permite analisar diferentes áreas do campo visual simultaneamente, apresentando excelente correlação com exames de campo visual perimétrico, sendo útil para mapear defeitos localizados.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo