Triagem Auditiva Neonatal: PEATE em RN de Alto Risco

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2022

Enunciado

Recém-nascido com 35 semanas de idade gestacional, permaneceu internado na UTI Neonatal por dez dias recebeu antibiótico amicacina. O exame de triagem auditiva mais indicado nesta situação é:

Alternativas

  1. A) Audiometria.
  2. B) Reflexo cócleo-palpebral.
  3. C) Emissões Otoacústicas Evocadas Transientes.
  4. D) Potencial evocado auditivo de tronco encefálico.

Pérola Clínica

RN prematuro com amicacina → alto risco para perda auditiva → PEATE é o exame de escolha para triagem.

Resumo-Chave

Recém-nascidos com fatores de risco para perda auditiva, como prematuridade e uso de drogas ototóxicas (amicacina), devem ter a triagem auditiva realizada preferencialmente pelo Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE). As Emissões Otoacústicas (EOA) são menos sensíveis nesses casos, pois avaliam apenas a cóclea e podem ser alteradas por condições transitórias do ouvido médio.

Contexto Educacional

A triagem auditiva neonatal é um pilar fundamental da saúde infantil, visando a detecção precoce de deficiências auditivas para intervenção oportuna. A prevalência de perda auditiva congênita é de aproximadamente 1 a 3 por 1000 nascidos vivos, aumentando significativamente em populações de risco, como prematuros ou aqueles que necessitam de internação em UTI Neonatal. A identificação precoce é crucial para o desenvolvimento da linguagem e cognição. Existem dois métodos principais de triagem: as Emissões Otoacústicas Evocadas (EOA) e o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE). As EOA avaliam a função das células ciliadas externas da cóclea, sendo um método rápido e não invasivo, ideal para triagem universal. Contudo, em recém-nascidos com fatores de risco para perda auditiva, como prematuridade, baixo peso, uso de ototóxicos (ex: amicacina) ou internação prolongada em UTI, o PEATE é o exame de escolha. Ele avalia a integridade da via auditiva desde a cóclea até o tronco encefálico, sendo menos suscetível a alterações transitórias do ouvido médio e detectando perdas auditivas retrococleares. A conduta após a triagem positiva ou falha em RN de alto risco é encaminhamento para avaliação audiológica completa. O diagnóstico e a intervenção precoces, preferencialmente antes dos 6 meses de idade, são essenciais para minimizar o impacto da perda auditiva no desenvolvimento da criança. Residentes devem estar aptos a identificar os fatores de risco e indicar o exame de triagem mais adequado para cada cenário clínico.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para perda auditiva em recém-nascidos?

Os fatores de risco incluem prematuridade, baixo peso ao nascer, infecções congênitas (TORCH), hiperbilirrubinemia grave, uso de medicamentos ototóxicos (como amicacina), histórico familiar de perda auditiva e síndromes genéticas.

Por que o PEATE é preferível às EOA em recém-nascidos de alto risco?

O PEATE avalia a integridade da via auditiva desde a cóclea até o tronco encefálico, sendo mais abrangente. As EOA avaliam apenas a função das células ciliadas externas da cóclea e podem ser alteradas por condições transitórias do ouvido médio, comuns em prematuros.

Quando a triagem auditiva neonatal deve ser realizada?

A triagem auditiva neonatal deve ser realizada idealmente antes da alta hospitalar ou, no máximo, até o primeiro mês de vida. Em casos de falha na triagem inicial, a reavaliação deve ocorrer até os 3 meses e o diagnóstico definitivo até os 6 meses.

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