MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um paciente de 72 anos, com histórico de Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), é admitido na unidade de terapia semi-intensiva apresentando dispneia em repouso, uso de musculatura acessória e ortopneia. Ao exame físico, observa-se turgência jugular e estertores crepitantes em bases pulmonares. Para otimizar a mecânica ventilatória e reduzir o desconforto respiratório, o fisioterapeuta posiciona o paciente no leito com a cabeceira elevada em um ângulo de 45°, mantendo os joelhos levemente flexionados com auxílio de um coxim. Considerando a terminologia anatômica das posições clínicas e as repercussões fisiológicas do posicionamento, a conduta adotada e sua justificativa correta são:
Paciente com falta de ar ou congestão pulmonar? Eleve a cabeceira (Fowler). A gravidade é a melhor amiga do diafragma nessas horas.
O posicionamento terapêutico é uma intervenção não farmacológica fundamental no manejo de pacientes com insuficiência respiratória e descompensação cardíaca. Em pacientes com ICC e DPOC, a mecânica respiratória é prejudicada pelo acúmulo de fluidos e pela hiperinsuflação pulmonar. A ortopneia, sintoma clássico relatado, reflete a incapacidade de respirar confortavelmente em decúbito dorsal devido ao aumento do retorno venoso e à pressão abdominal sobre o diafragma. A posição de Fowler, com a cabeceira elevada a 45°, é a conduta de escolha para otimizar a ventilação. Fisiologicamente, a gravidade atua deslocando o conteúdo abdominal inferiormente, o que reduz a pressão intra-abdominal contra o músculo diafragma, permitindo uma excursão respiratória mais profunda e eficiente. Além disso, essa posição favorece a redistribuição do fluxo sanguíneo pulmonar, melhorando a relação ventilação-perfusão e reduzindo o trabalho respiratório global.
A diferença reside no ângulo de inclinação: Semi-Fowler utiliza um ângulo de 30° a 45°, enquanto a Posição de Fowler clássica utiliza de 45° a 60°.
A flexão dos joelhos relaxa os músculos da parede abdominal e evita que o paciente deslize para baixo no leito devido à gravidade, mantendo a eficácia da posição.
É contraindicada em pacientes com lesões instáveis de coluna vertebral ou em casos de choque hipovolêmico grave, onde a prioridade é o retorno venoso cerebral (indicando Trendelenburg).
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