SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Um senhor de 49 anos está no segundo dia pós-operatório de correção cirúrgica de refluxo gastroesofágico. A cirurgia foi feita por videolaparoscopia, sem intercorrências. O paciente está em bom estado geral e sem queixas, salvo por discreto incômodo nas incisões. Orientação médica nesse momento:
Pós-op videolaparoscopia: dieta líquida, curativos se sujos, fisioterapia respiratória e repouso relativo são condutas padrão.
No segundo pós-operatório de cirurgia laparoscópica para refluxo, a dieta líquida é apropriada, curativos são trocados apenas se sujos, a fisioterapia respiratória é fundamental para prevenir complicações pulmonares, e o repouso relativo incentiva a mobilização precoce.
O pós-operatório de cirurgias laparoscópicas, como a fundoplicatura para refluxo gastroesofágico, exige um manejo específico que visa otimizar a recuperação do paciente e prevenir complicações. A videolaparoscopia, por ser menos invasiva, geralmente permite uma recuperação mais rápida e com menos dor, mas ainda assim requer atenção a detalhes importantes na conduta pós-operatória. No segundo dia pós-operatório, a dieta líquida é a conduta padrão para evitar sobrecarga e distensão do estômago e da fundoplicatura. A progressão da dieta deve ser gradual, conforme a tolerância do paciente. A fisioterapia respiratória é fundamental para prevenir atelectasias e pneumonias, complicações pulmonares comuns após cirurgias abdominais, mesmo as laparoscópicas. O repouso relativo, com deambulação precoce, é incentivado para reduzir o risco de trombose venosa profunda e melhorar a função intestinal e pulmonar. Quanto aos curativos, em incisões limpas e secas, a troca diária não é necessária e pode até aumentar o risco de infecção. A recomendação é trocá-los apenas se estiverem sujos, úmidos ou com sinais de sangramento/infecção. Residentes e estudantes devem estar familiarizados com esses princípios para proporcionar um cuidado pós-operatório seguro e eficaz.
A dieta líquida inicial evita a distensão gástrica e a pressão sobre a fundoplicatura recém-criada, minimizando o risco de complicações como disfagia e deiscência da sutura, permitindo uma cicatrização adequada.
A fisioterapia respiratória previne complicações pulmonares como atelectasias e pneumonias, comuns após cirurgias abdominais devido à dor que restringe a movimentação diafragmática e a tosse eficaz.
Em cirurgias limpas, como a fundoplicatura laparoscópica, os curativos devem ser mantidos secos e limpos, sendo trocados apenas se estiverem sujos, úmidos ou com sinais de infecção, para evitar a contaminação e preservar a barreira protetora.
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