Portaria MS/GM 1172/2004: Atribuições Municipais em Saúde

UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015

Enunciado

A Portaria MS/GM no 1.172, de 15 de julho de 2004, define as competências para os diversos níveis do sistema. No que diz respeito às atribuições dos municípios, marque a opção INCORRETA.

Alternativas

  1. A) Notificação de doenças de notificação compulsória, surtos e agravos inusitados, conforme normatização federal e estadual.
  2. B) Investigação epidemiológica de casos notificados, surtos e óbitos por doenças específicas. 
  3. C) Busca ativa de casos de notificação compulsória nas unidades de saúde, inclusive laboratórios, domicílios, creches e instituições de ensino, entre outros, existentes em seu território.
  4. D) Busca ativa de declarações de óbito e de nascidos vivos nas unidades de saúde, cartórios e cemitérios existentes em seu território.
  5. E) Provimento dos imunobiológicos.

Pérola Clínica

Portaria 1172/2004: municípios notificam, investigam e buscam ativamente; provimento de imunobiológicos é federal.

Resumo-Chave

A Portaria MS/GM nº 1.172/2004 detalha as responsabilidades dos diferentes níveis do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde. Enquanto os municípios são responsáveis pela notificação, investigação e busca ativa de casos e óbitos, o provimento centralizado de imunobiológicos é uma atribuição do nível federal, embora a distribuição e aplicação ocorram localmente.

Contexto Educacional

A Portaria MS/GM nº 1.172, de 15 de julho de 2004, é um marco regulatório importante para a organização da vigilância em saúde no Brasil, definindo as competências e responsabilidades dos diferentes níveis de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS): federal, estadual e municipal. Essa portaria visa fortalecer as ações de vigilância epidemiológica, sanitária, ambiental e de saúde do trabalhador, integrando-as para uma resposta mais eficaz aos desafios de saúde pública. No âmbito municipal, as atribuições são focadas na execução das ações de vigilância diretamente na ponta. Isso inclui a notificação obrigatória de doenças e agravos, a investigação detalhada de casos e surtos para identificar fontes e modos de transmissão, e a busca ativa de informações em diversas fontes (unidades de saúde, laboratórios, cartórios) para garantir a completude dos dados. Essas ações são cruciais para o monitoramento da situação de saúde local e para a tomada de decisões baseadas em evidências. É fundamental que os profissionais de saúde compreendam essas atribuições para atuar de forma coordenada e eficiente. A questão destaca uma distinção importante: enquanto os municípios são responsáveis pela operacionalização da vacinação (aplicação, armazenamento), o provimento e a aquisição centralizada dos imunobiológicos são de responsabilidade do Ministério da Saúde, que garante a disponibilidade desses insumos essenciais em todo o território nacional.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais atribuições dos municípios na vigilância em saúde, segundo a Portaria 1.172/2004?

Os municípios são responsáveis pela notificação de doenças compulsórias, surtos e agravos inusitados, investigação epidemiológica de casos e óbitos, e busca ativa de casos e declarações de óbito e nascidos vivos em seu território.

A Portaria 1.172/2004 define o provimento de imunobiológicos como atribuição municipal?

Não, o provimento (aquisição e fornecimento centralizado) dos imunobiológicos é uma atribuição do nível federal (Ministério da Saúde), que os distribui para estados e municípios. Os municípios são responsáveis pelo armazenamento, distribuição local e aplicação.

Qual a importância da busca ativa de casos para a vigilância epidemiológica municipal?

A busca ativa de casos é fundamental para identificar precocemente doenças de notificação compulsória que podem não ter sido registradas, garantindo uma vigilância mais completa e permitindo a implementação de medidas de controle e prevenção de forma oportuna, protegendo a saúde da comunidade.

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