UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015
A diarreia aguda é uma síndrome de má absorção de água e eletrólitos de etiologia infecciosa na quase totalidade dos casos, com grande impacto na morbimortalidade, principalmente na faixa etária pediátrica. Em relação à diarreia aguda em crianças, pode- se afirmar que:
Diarreia resolvida não garante erradicação do agente, especialmente bactérias enteroinvasivas → portador assintomático.
Mesmo após a melhora clínica da diarreia, bactérias enteroinvasivas como Salmonella ou Shigella podem persistir no trato gastrointestinal, tornando o indivíduo um portador assintomático e potencial fonte de infecção. Isso é crucial para a saúde pública e controle de surtos.
A diarreia aguda em crianças é uma das principais causas de morbimortalidade global, especialmente em países em desenvolvimento. Caracterizada pela perda excessiva de água e eletrólitos, sua etiologia é predominantemente infecciosa, com destaque para agentes virais como o Rotavírus e bacterianos como a Escherichia coli e espécies de Salmonella e Shigella. O reconhecimento precoce e a intervenção adequada são cruciais para prevenir a desidratação grave e suas complicações. A fisiopatologia varia conforme o agente, desde a secreção de toxinas que alteram o transporte de íons (E. coli enterotoxigênica) até a invasão da mucosa intestinal (Shigella, Salmonella). O diagnóstico é primariamente clínico, avaliando o grau de desidratação. Exames complementares são reservados para casos graves, diarreia persistente ou suspeita de etiologia específica. É fundamental suspeitar de etiologia bacteriana em casos com febre alta, sangue nas fezes ou comprometimento do estado geral. O tratamento baseia-se na hidratação, preferencialmente oral, com soluções de reidratação oral (SRO). Antibióticos são indicados apenas em casos selecionados de diarreia bacteriana invasiva. É importante ressaltar que a resolução dos sintomas diarreicos não implica necessariamente o clareamento do agente infeccioso do trato intestinal, especialmente para bactérias enteroinvasivas, que podem levar ao estado de portador assintomático, com implicações epidemiológicas significativas.
Os principais agentes são virais (rotavírus, norovírus) e bacterianos (E. coli, Salmonella, Shigella, Campylobacter), sendo os virais mais comuns na faixa etária pediátrica.
A hidratação oral é eficaz na maioria dos casos de desidratação leve a moderada, repondo água e eletrólitos de forma segura e fisiológica, prevenindo a progressão para desidratação grave.
Diarreias virais tendem a ter mais vômitos e febre, enquanto as bacterianas podem apresentar fezes com sangue/muco, dor abdominal intensa e maior risco de desidratação grave. No entanto, a diferenciação definitiva requer exames laboratoriais.
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