UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2015
A primeira conduta a ser tomada em doente politraumatizado inconsciente é:
Politraumatizado inconsciente → prioridade é assegurar via aérea (A do ABCDE).
Em um paciente politraumatizado inconsciente, a prioridade absoluta é a avaliação e o manejo da via aérea (A de Airway com proteção da coluna cervical) para garantir oxigenação e ventilação adequadas, conforme preconizado pelo ATLS.
O atendimento inicial ao paciente politraumatizado segue a abordagem sistemática do Advanced Trauma Life Support (ATLS), que prioriza a avaliação e o manejo das condições que ameaçam a vida imediatamente. A sequência ABCDE (Airway, Breathing, Circulation, Disability, Exposure) é fundamental, e a via aérea (A) é a primeira e mais crítica etapa, especialmente em pacientes inconscientes. A fisiopatologia da obstrução da via aérea em pacientes inconscientes pode envolver a queda da língua, aspiração de conteúdo gástrico ou sangue, ou lesões diretas na face e pescoço. A hipóxia resultante é rapidamente deletéria para o cérebro e outros órgãos vitais. Portanto, a prioridade é estabelecer e manter uma via aérea pérvia e protegida, garantindo oxigenação e ventilação adequadas. As condutas incluem a abertura manual da via aérea (manobra de elevação do mento ou tração da mandíbula, com estabilização cervical), remoção de corpos estranhos ou secreções, inserção de dispositivos supraglóticos ou, se necessário, intubação orotraqueal. A proteção da coluna cervical é imperativa em todos os pacientes traumatizados até que uma lesão seja excluída. O manejo eficaz da via aérea é a pedra angular para a sobrevida e o prognóstico do paciente politraumatizado.
A primeira conduta é assegurar uma via aérea pérvia e protegida, com controle da coluna cervical, conforme o 'A' (Airway) do protocolo ABCDE do trauma. Isso garante oxigenação e ventilação adequadas.
A hipóxia é a principal causa de morte evitável no trauma. Uma via aérea comprometida leva rapidamente à hipóxia cerebral e sistêmica, com consequências devastadoras. Garantir a via aérea é fundamental para a sobrevida.
As etapas incluem inspeção e aspiração de secreções, manobras de abertura de via aérea (jaw thrust), inserção de cânulas orofaríngeas/nasofaríngeas, e se necessário, intubação orotraqueal, sempre com proteção da coluna cervical.
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