UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2024
Na avaliação de uma gestante que sofreu um politrauma, considere as seguintes afirmativas:I. O prognóstico do feto é dependente do desfecho materno bem-sucedido; reanimar primeiro a mãe e depois avaliar o feto.II. Grávidas traumatizadas, RH-negativas, devem receber terapia com imunoglobulina anti-RH, a menos que a lesão seja distante do útero.III. A segunda causa mais comum de morte fetal é o descolamento prematuro da placenta.IV. A evidência radiográfica de ruptura uterina inclui extremidades fetais estendidas, posição fetal anormal e ar intraperitoneal livre.V. Devido ao aumento do volume intravascular, as pacientes grávidas podem perder uma quantidade significativa de sangue antes que ocorram taquicardia, hipotensão arterial e outros sinais de hipovolemia. Está CORRETO o que se afirma em:
Politrauma gestante: priorize mãe; RH-negativa → anti-RH; DPP 2ª causa morte fetal; hipovolemia mascarada.
No politrauma em gestantes, a prioridade é a estabilização materna, pois o prognóstico fetal depende diretamente do desfecho materno. A administração de imunoglobulina anti-RH é essencial para gestantes RH-negativas com trauma, e a hipovolemia pode ser mascarada devido ao aumento do volume intravascular fisiológico da gravidez.
O politrauma em gestantes é uma emergência complexa que exige uma abordagem sistemática e rápida, considerando as alterações fisiológicas da gravidez e a presença de dois pacientes. A principal diretriz é que o prognóstico fetal é diretamente dependente do desfecho materno, portanto, a reanimação e estabilização da mãe são a prioridade inicial. Alterações fisiológicas como o aumento do volume intravascular podem mascarar sinais de hipovolemia, fazendo com que a gestante perca uma quantidade significativa de sangue antes de manifestar taquicardia ou hipotensão. Além disso, o descolamento prematuro da placenta é a segunda causa mais comum de morte fetal em traumas, e a isoimunização RH deve ser prevenida em gestantes RH-negativas com imunoglobulina anti-RH. A suspeita de ruptura uterina é crucial, com sinais radiográficos como extremidades fetais estendidas e ar intraperitoneal livre. O manejo inclui avaliação primária e secundária, monitoramento fetal contínuo, e intervenções específicas para trauma e gravidez, visando otimizar os resultados para ambos, mãe e feto.
A prioridade é sempre a reanimação e estabilização materna, pois o prognóstico fetal está intrinsecamente ligado ao desfecho materno bem-sucedido. A avaliação fetal deve ocorrer após a estabilização da mãe.
Gestantes RH-negativas com trauma têm risco de hemorragia feto-materna, o que pode levar à isoimunização. A imunoglobulina anti-RH previne a formação de anticorpos maternos contra hemácias fetais RH-positivas, mesmo que a lesão não seja diretamente no útero.
A ruptura uterina pode ser evidenciada radiograficamente por extremidades fetais estendidas, posição fetal anormal e presença de ar intraperitoneal livre. Clinicamente, pode haver dor abdominal intensa, sangramento vaginal e deterioração do estado materno.
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