Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Sobre a evolução das políticas de atenção à saúde da mulher, assinale a alternativa correta.
Movimento feminista foi crucial para expandir políticas de saúde da mulher além do ciclo gravídico-puerperal.
A evolução das políticas de saúde da mulher no Brasil foi fortemente influenciada pelo movimento feminista, que pautou a necessidade de uma abordagem integral, indo além do foco materno-infantil e incluindo questões de saúde sexual, reprodutiva e violência, antes consideradas privadas.
A história das políticas de atenção à saúde da mulher no Brasil é marcada por uma transição significativa, inicialmente focada no ciclo gravídico-puerperal e, posteriormente, expandindo-se para uma abordagem integral. Nas primeiras décadas do século XX, os programas eram predominantemente materno-infantis, com ênfase na redução da mortalidade infantil e materna, mas sem considerar a mulher em sua totalidade ou seus direitos. A partir da década de 1970 e, mais intensamente, nos anos 1980, o movimento feminista brasileiro desempenhou um papel crucial na redefinição dessas políticas. As feministas criticaram a visão reducionista da mulher como mera reprodutora e a medicalização de aspectos sociais de sua vida. Elas pautaram a necessidade de uma atenção integral, que incluísse saúde sexual e reprodutiva, planejamento familiar, prevenção de cânceres ginecológicos e combate à violência, questões que antes eram relegadas ao âmbito privado. Essa mobilização resultou na criação do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM) em 1984, um marco que representou um avanço significativo ao propor uma atenção mais ampla e baseada nos direitos das mulheres. Para residentes, compreender essa evolução é essencial para a prática de uma medicina que respeite a autonomia, a integralidade e as especificidades de gênero na saúde.
O movimento feminista foi fundamental para criticar a visão reducionista da mulher como reprodutora e para pautar a necessidade de uma atenção integral, incluindo saúde sexual, reprodutiva e combate à violência, ampliando a agenda política.
O Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), criado em 1984, representou um marco ao propor uma abordagem integral, superando o modelo materno-infantil e incorporando a saúde da mulher em todas as fases da vida, com foco em direitos.
Os programas materno-infantis eram criticados por seu foco exclusivo na gravidez e puerpério, desconsiderando outras dimensões da saúde da mulher, como sexualidade, planejamento familiar e questões sociais, além de serem verticalizados e normativos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo