IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2017
Quanto às características das políticas de saúde do Brasil, estabelecidas no século XX, assinale a alternativa INCORRETA:
Políticas de saúde pré-SUS: segmentadas, centralizadas, fragmentadas e com incorporação gradual da população.
A alternativa C é incorreta porque, antes do SUS, a participação do Estado não era monolítica. Havia forte presença do setor privado e da previdência social, com um sistema fragmentado e segmentado, onde o acesso era desigual e dependente da capacidade contributiva ou de vínculos empregatícios.
As políticas de saúde no Brasil durante o século XX, especialmente antes da Constituição de 1988 e da criação do SUS, eram marcadas por características distintas que refletiam o contexto socioeconômico e político da época. O sistema era notoriamente segmentado, com a coexistência de um subsistema público, focado em ações de saúde coletiva e controle de epidemias, e um subsistema privado/previdenciário, que oferecia assistência médico-hospitalar aos trabalhadores formais. Essa dualidade gerava profundas desigualdades no acesso. A gestão da saúde era predominantemente centralizada, com decisões e recursos concentrados nas esferas federais, e uma participação limitada dos municípios. Além disso, havia uma acentuada fragmentação institucional, onde a assistência médico-hospitalar, a saúde pública e a saúde ocupacional operavam de forma desarticulada, sem uma visão integrada da saúde. A incorporação da população aos serviços de saúde foi lenta e gradual, deixando grandes contingentes populacionais desassistidos ou dependentes de caridade. A alternativa incorreta destaca uma "participação monolítica do Estado", o que não corresponde à realidade. Na verdade, o Estado compartilhava o financiamento, a distribuição e a prestação de serviços com o setor privado e as instituições de previdência social, que tinham um papel fundamental na assistência curativa. A criação do SUS, com seus princípios de universalidade, integralidade e equidade, buscou justamente superar essa fragmentação e desigualdade, promovendo uma participação mais abrangente e coordenada do Estado, mas não monolítica, já que o setor privado ainda coexiste.
Antes do SUS, o sistema de saúde brasileiro era segmentado em dois subsistemas principais: o público, focado em ações de saúde coletiva e controle de epidemias, e o privado/previdenciário, que oferecia assistência médico-hospitalar aos trabalhadores com carteira assinada e seus dependentes, através das Instituições de Previdência Social (IAPs, depois INPS).
O acesso aos serviços de saúde era desigual e dependia da condição social e econômica do indivíduo. A assistência médico-hospitalar era predominantemente vinculada à previdência social, excluindo grande parte da população rural e informal, que dependia de filantropia ou serviços públicos básicos.
A fragmentação institucional refere-se à separação e falta de coordenação entre diferentes esferas da saúde: a assistência médico-hospitalar (previdenciária), a saúde pública (ações sanitárias e preventivas) e a saúde ocupacional. Cada uma operava com lógicas e financiamentos distintos, dificultando uma abordagem integral.
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