FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
A Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Portaria 1823 de 23/08/2012) tem como finalidade definir os princípios, as diretrizes e as estratégias a serem observados pelas três esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), para o desenvolvimento da atenção integral à saúde do trabalhador, com ênfase na vigilância, visando a promoção e a proteção da saúde dos trabalhadores e a redução da morbimortalidade decorrente dos modelos de desenvolvimento e dos processos produtivos. Avaliando-se tal assertiva, podemos definir como CORRETA:
PNSTT (Portaria 1823/2012) → Saúde do trabalhador é ação transversal em todas as redes do SUS.
A PNSTT enfatiza a transversalidade da saúde do trabalhador, integrando-a em todas as Redes de Atenção à Saúde do SUS, reconhecendo o trabalho como determinante do processo saúde-doença e abrangendo todos os trabalhadores.
A Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT), instituída pela Portaria GM/MS nº 1.823 de 23 de agosto de 2012, representa um marco fundamental para a atenção integral à saúde dos trabalhadores no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Seu objetivo é estabelecer princípios, diretrizes e estratégias para que as três esferas de gestão do SUS desenvolvam ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, além da vigilância em saúde do trabalhador, visando reduzir a morbimortalidade relacionada aos processos produtivos. Um dos pilares conceituais da PNSTT é a transversalidade da saúde do trabalhador. Isso significa que a relação saúde-trabalho deve ser reconhecida e abordada em todas as Redes de Atenção à Saúde (RAS), e não apenas em serviços especializados. A saúde do trabalhador é vista como um determinante social da saúde, influenciando diretamente o processo saúde-doença dos indivíduos e das coletividades. A política busca integrar as ações de saúde do trabalhador em todos os níveis de atenção, desde a Atenção Primária à Saúde até a alta complexidade. A PNSTT tem uma abrangência universal, contemplando todos os trabalhadores, formais ou informais, urbanos ou rurais, assalariados, autônomos, estagiários, domésticos, aposentados e desempregados. Ela preconiza a equidade, priorizando grupos em situação de maior vulnerabilidade. Para o residente, compreender a PNSTT é essencial para uma prática clínica e de saúde pública que reconheça o impacto do trabalho na saúde e atue de forma integral e intersetorial.
A PNSTT abrange todos os trabalhadores, independentemente de sua localização (urbana/rural), forma de inserção (formal/informal) ou vínculo empregatício (público/privado), incluindo autônomos, avulsos, temporários, cooperativados, estagiários, domésticos, aposentados e desempregados.
A transversalidade significa que a saúde do trabalhador não é uma área isolada, mas deve permear todas as ações e serviços do SUS, sendo identificada e abordada em todas as Redes de Atenção à Saúde, desde a atenção primária até a especializada.
A vigilância em saúde do trabalhador é um pilar fundamental da PNSTT, visando identificar, monitorar e intervir nos riscos e agravos relacionados ao trabalho, promovendo a saúde e prevenindo doenças e acidentes ocupacionais.
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