HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2021
A Política LGBT é uma iniciativa para a construção de mais equidade no SUS. O compromisso do Ministério da Saúde com a redução das desigualdades constitui uma das bases do Programa Mais Saúde - Direito de Todos - (BRASIL, 2008), lançado em 2008 e que visa à reorientação das políticas de saúde com o objetivo de ampliar o acesso a ações e serviços de qualidade. Esse Programa, espelhando essa política, apresenta metas específicas para promover ações de enfrentamento das iniquidades e desigualdades em saúde com destaques para grupos populacionais de negros, quilombolas, LGBT, ciganos, prostitutas, população em situação de rua, entre outros. Sobre a Política de Saúde LGBT do Ministério da Saúde, considere a alternativa que traz informações incorretas:
Política Saúde LGBT → equidade SUS, combate iniquidades, garantia nome social, atenção saúde mental.
A Política Nacional de Saúde Integral LGBT visa combater as iniquidades e desigualdades no SUS, promovendo o acesso e a qualidade da atenção à saúde para essa população. Ela enfatiza o respeito, a humanização e a inclusão de ações educativas para eliminar o preconceito, além de garantir direitos como o uso do nome social.
A Política Nacional de Saúde Integral LGBT, lançada em 2011, é um marco fundamental para a promoção da equidade e a redução das iniquidades no Sistema Único de Saúde (SUS). Integrada ao Programa Mais Saúde - Direito de Todos, ela busca reorientar as políticas de saúde para garantir acesso e qualidade de serviços para grupos populacionais historicamente marginalizados, incluindo negros, quilombolas, ciganos, população em situação de rua e, de forma central, a população LGBT. Seu objetivo é assegurar o respeito, combater o preconceito e a discriminação, e humanizar o cuidado em todos os níveis de atenção. Um dos pontos cruciais da política é o reconhecimento das especificidades e vulnerabilidades da população LGBT. Isso inclui a atenção à saúde mental, que frequentemente apresenta altas taxas de depressão, ansiedade e pânico, especialmente entre travestis e transexuais, devido ao estigma social e à discriminação. A política também aborda a necessidade de ações educativas nos serviços de saúde para profissionais e usuários, visando a eliminação do preconceito por orientação sexual, identidade de gênero, raça, cor e território. A garantia do uso do nome social para pessoas travestis e transexuais é um avanço significativo decorrente desta política, configurando-se como um direito essencial para a dignidade e o respeito no acesso aos serviços de saúde. A questão ressalta a importância de entender os objetivos específicos da política, que se concentram na promoção da autoestima e eliminação do preconceito para a população LGBT e não para a sociedade em geral de forma indiscriminada, como sugerido na alternativa incorreta.
A política se baseia no respeito, na promoção da equidade, na redução das desigualdades e na humanização do cuidado, visando ampliar o acesso e a qualidade dos serviços de saúde para a população LGBT.
A política reconhece a importância do nome social como um direito fundamental, combatendo a violência da não-aceitação e garantindo sua inclusão na Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde para travestis e transexuais.
A política reconhece a alta prevalência de problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade, na população LGBT, especialmente entre travestis, e enfatiza a necessidade de atenção e estudos específicos para esse grupo.
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