PNPIC no SUS: Princípios e Abordagem Integral da Saúde

UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2017

Enunciado

Considerando a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS, aprovada em 2006, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Preconiza o uso de tecnologias de elevada complexidade e baixa densidade e consideram o sujeito em sua singularidade, complexidade e integralidade e inserção sociocultural;
  2. B) Preconiza o uso racional dos medicamentos alopáticos estimulando a sua substituição pelo uso de plantas medicinais e dos toterápicos no SUS, preservando as tradições locais; 
  3. C) Promove a racionalização das ações de saúde, estimulando alternativas com baixo custo e com grande aceitação social, como acupuntura, para diminuir os custos da Atenção Básica;
  4. D) Prevê a elaboração da relação Nacional de Plantas Medicinais e da relação Nacional de Fitoterápicos, com ampla participação popular, padronizando plantas e posologia de acordo com tradições locais;
  5. E) Promove a inclusão da agricultura familiar nas cadeias produtivos de plantas medicinais, orientando o plantio, fornecendo mudas e estimulando o uso de chás, compressas e tinturas domésticas.

Pérola Clínica

PNPIC SUS: valoriza tecnologias de baixa densidade, integralidade do sujeito, singularidade e contexto sociocultural.

Resumo-Chave

A PNPIC no SUS, aprovada em 2006, integra práticas como acupuntura, homeopatia e fitoterapia, reconhecendo a complexidade do ser humano e sua inserção sociocultural, utilizando tecnologias de baixa densidade e alta resolutividade em uma perspectiva de cuidado integral.

Contexto Educacional

A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS), aprovada em 2006, representa um marco importante na ampliação das opções terapêuticas e na promoção de um cuidado mais integral e humanizado. Ela visa a inserção e regulamentação de diversas práticas que, embora muitas vezes milenares, foram marginalizadas pela medicina ocidental convencional. Os princípios da PNPIC enfatizam a integralidade do sujeito, considerando-o em sua complexidade, singularidade e inserção sociocultural. Isso significa que o tratamento não se restringe à doença, mas abrange o indivíduo como um todo, suas crenças, valores e contexto de vida. As PICs são vistas como tecnologias de baixa densidade tecnológica (não dependem de equipamentos complexos), mas de alta densidade de cuidado, focando na relação terapêutica e no empoderamento do paciente. Para residentes, a compreensão da PNPIC é fundamental para uma prática médica alinhada aos princípios do SUS, que valoriza a promoção da saúde, a prevenção de doenças e o cuidado ampliado. A integração das PICs não busca substituir a medicina alopática, mas complementá-la, oferecendo mais ferramentas para o manejo de diversas condições e contribuindo para a qualidade de vida dos usuários.

Perguntas Frequentes

Quais são os princípios norteadores da PNPIC no SUS?

A PNPIC é norteada por princípios como a integralidade do cuidado, a humanização, a autonomia do usuário, a valorização da dimensão subjetiva e social da saúde, e a busca por tecnologias de baixa densidade e alta resolutividade.

Quais práticas integrativas e complementares foram inicialmente incluídas na PNPIC?

Inicialmente, a PNPIC incluiu a Acupuntura, Homeopatia, Fitoterapia, Termalismo Social/Crenoterapia e Medicina Antroposófica, sendo expandida posteriormente para incluir diversas outras práticas.

Como a PNPIC se relaciona com a integralidade do cuidado no SUS?

A PNPIC fortalece a integralidade do cuidado ao reconhecer e incorporar abordagens terapêuticas que consideram o indivíduo em sua totalidade (física, mental, emocional, social e espiritual), complementando a medicina convencional e ampliando as opções de tratamento.

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