Vacinação PNI: Esquemas e Atualizações Essenciais

UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020

Enunciado

"Alice vem para sua primeira consulta com o Dr. Guilherme que faz todas as orientações de como será o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da pequena. Mariana está com dúvida sobre aleitamento materno, quando iniciar alimentação, já que só terá 04 (quatro) meses de licença e também questiona sobre a hérnia umbilical da pequena Alice. Dr. Guilherme já a orienta, ao sair da consulta, a passar na sala de vacina para orientações". Com relação à Política Nacional de Imunização (PNI), marque a alternativa incorreta:

Alternativas

  1. A) A comprovação da vacinação com BCG é feita por meio do registro da vacinação no cartão ou caderneta de vacinação, da identificação da cicatriz vacinal ou da palpação de nódulo no deltoide direito, na ausência de cicatriz.
  2. B) Hepatite B: administrar 1 (uma dose ao nascer, o mais precocemente possível. Esta dose pode ser administrada até 30 dias após o nascimento. A continuidade do esquema vacinal será com a vacina pentavalente [vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis, hepatite B (recombinante e Haemophilus influenzae B (conjugada], aos 2 (dois, 4 (quatro e 6 (seis meses de idade.
  3. C) Vacina Meningocócica C Conjugada: administrar 2 (duas doses, aos 3 (três e 5 (cinco meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as doses, mínimo de 30 dias.
  4. D) Febre amarela: pessoas a partir de 9 (nove meses a 59 anos de idade: administrar 1 (uma dose única, não havendo dose de reforço.

Pérola Clínica

PNI Febre Amarela: Atualmente, dose única para maioria, mas historicamente havia reforço.

Resumo-Chave

A Política Nacional de Imunização (PNI) estabelece o calendário vacinal. Embora a recomendação atual para a vacina de Febre Amarela seja de dose única para a maioria da população, historicamente, havia a recomendação de uma dose de reforço a cada 10 anos, o que pode ser o ponto de discórdia da alternativa.

Contexto Educacional

A Política Nacional de Imunização (PNI) é um dos programas de saúde pública mais bem-sucedidos do Brasil, responsável pela erradicação e controle de diversas doenças infecciosas. Manter-se atualizado com o calendário de vacinação é fundamental para todos os profissionais de saúde, especialmente para residentes que atuam na atenção primária e pediatria. O PNI abrange vacinas essenciais desde o nascimento, como BCG e Hepatite B, que protegem contra formas graves de tuberculose e hepatite, respectivamente. O esquema da pentavalente e da meningocócica C conjugada são cruciais para a proteção infantil contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae tipo b e doença meningocócica. A vacina de Febre Amarela é um ponto de atenção devido às atualizações recentes. Atualmente, o PNI preconiza uma dose única a partir dos 9 meses de idade para residentes ou viajantes para áreas de risco, conferindo proteção vitalícia e eliminando a necessidade de reforços rotineiros. No entanto, é importante estar ciente de que, historicamente, havia uma recomendação de reforço a cada 10 anos, e algumas situações específicas (como viagens internacionais para países com exigências diferentes) podem ainda gerar dúvidas.

Perguntas Frequentes

Quais são as formas de comprovação da vacinação BCG?

A vacinação BCG pode ser comprovada pelo registro no cartão de vacinação, pela presença da cicatriz vacinal no deltoide direito ou pela palpação de um nódulo no local na ausência da cicatriz, indicando a resposta imune.

Qual o esquema vacinal da Hepatite B para recém-nascidos?

A primeira dose da vacina Hepatite B deve ser administrada o mais precocemente possível ao nascer (até 30 dias). As doses subsequentes são parte da vacina pentavalente aos 2, 4 e 6 meses de idade.

Houve mudanças na recomendação de dose de reforço para Febre Amarela?

Sim, a recomendação do PNI foi atualizada para dose única a partir dos 9 meses de idade para a maioria das pessoas, conferindo proteção por toda a vida, eliminando a necessidade de doses de reforço rotineiras. No entanto, historicamente, havia recomendação de reforço a cada 10 anos, o que pode ser o ponto de divergência da questão.

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