UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2021
Entre as diretrizes gerais para a implementação da Política Nacional de Humanização nos serviços de Urgência e Emergência, está:
PNH em Urgência/Emergência → protocolos clínicos que eliminam o desnecessário e respeitam o indivíduo.
A Política Nacional de Humanização (PNH) busca qualificar a atenção e a gestão na saúde. Nos serviços de urgência e emergência, uma de suas diretrizes é a definição de protocolos clínicos que, além de padronizar condutas, garantam a eliminação de intervenções desnecessárias e respeitem as particularidades e necessidades individuais do paciente, promovendo um cuidado mais humano e eficiente.
A Política Nacional de Humanização (PNH), também conhecida como HumanizaSUS, busca qualificar o Sistema Único de Saúde (SUS) e promover a humanização da atenção e da gestão em todos os níveis de complexidade. Nos serviços de urgência e emergência, a implementação da PNH é crucial devido à alta demanda, à complexidade dos casos e ao estresse inerente ao ambiente, que muitas vezes desumaniza o cuidado. Entre as diretrizes gerais da PNH para esses serviços, destaca-se a importância de definir e aplicar protocolos clínicos. Esses protocolos não devem ser meras burocracias, mas ferramentas que garantam a eliminação de intervenções desnecessárias, otimizem recursos e, fundamentalmente, respeitem as diferenças e as necessidades individuais de cada paciente. Isso significa um cuidado baseado em evidências, mas também centrado na pessoa. Para residentes, compreender a PNH é fundamental para a prática diária. Ela orienta a adoção de práticas como o acolhimento com classificação de risco, a gestão participativa e a valorização do trabalhador, visando transformar as relações e os processos de trabalho para oferecer um cuidado mais resolutivo, ético e humano, mesmo em situações de alta complexidade e pressão.
É um processo de escuta qualificada e avaliação da gravidade clínica do paciente na chegada ao serviço, que organiza o fluxo de atendimento priorizando os casos mais graves, garantindo acesso e resolutividade.
Contribui ao promover a escuta qualificada, a corresponsabilização, a valorização dos trabalhadores, a construção de protocolos que evitam intervenções desnecessárias e o respeito à autonomia do paciente.
Os princípios incluem a transversalidade, a indissociabilidade entre atenção e gestão, e o protagonismo, corresponsabilidade e autonomia dos sujeitos e coletivos.
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