Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2026
Em um hospital, a equipe de enfermagem e a recepção debatem o melhor critério para organizar a fila de atendimento ambulatorial. Para seguir as diretrizes da Política Nacional de Humanização (PNH), a prioridade de atendimento deve ser baseada principalmente:
PNH → Acolhimento com Classificação de Risco = Gravidade Clínica + Vulnerabilidade Social.
A Política Nacional de Humanização (PNH) substitui a ordem de chegada pela classificação de risco, priorizando pacientes com maior urgência clínica e maior vulnerabilidade social.
A Política Nacional de Humanização (PNH), também conhecida como HumanizaSUS, foi lançada em 2003 para transformar a relação entre gestores, trabalhadores e usuários do SUS. Um de seus pilares é o Acolhimento, que não deve ser confundido com um espaço físico (recepção), mas sim como uma postura ética de recepção e escuta. A organização da fila por critérios de risco é uma ferramenta fundamental para garantir a segurança do paciente e a eficiência do sistema. Ao priorizar a gravidade clínica e a vulnerabilidade social, o sistema de saúde operacionaliza o princípio da equidade. Isso exige que a equipe de saúde esteja capacitada para realizar avaliações multidimensionais, indo além do sintoma biológico e compreendendo o sujeito em sua totalidade. Essa abordagem reduz o tempo de espera para casos críticos e melhora a satisfação do usuário ao oferecer uma resposta adequada à sua necessidade real.
O ACCR é um dispositivo da PNH que visa inverter a lógica de atendimento por ordem de chegada. Ele consiste em uma escuta qualificada e avaliação técnica inicial, realizada por profissionais de saúde (geralmente enfermeiros), para identificar quem necessita de atendimento imediato com base em critérios de gravidade clínica, potencial de agravamento e sofrimento, além de considerar o contexto social do usuário.
A vulnerabilidade social refere-se a condições que limitam a capacidade do indivíduo de lidar com a doença, como falta de rede de apoio, condições precárias de moradia ou barreiras de comunicação. Na PNH, a equidade significa tratar desigualmente os desiguais; portanto, alguém em situação de maior vulnerabilidade pode necessitar de priorização ou suporte diferenciado para garantir o acesso efetivo à saúde.
A triagem tradicional é excludente, focada apenas em decidir quem entra ou não no serviço. O acolhimento na PNH é inclusivo e ético-político; ele pressupõe que todos que buscam o serviço devem ser recebidos, ouvidos e ter sua demanda resolvida ou encaminhada de forma responsável, independentemente da classificação de risco obtida.
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