PNAISH: Política Nacional de Saúde do Homem no Brasil

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2021

Enunciado

Sobre a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) A população brasileira masculina é suplantada pela população feminina a partir do segmento populacional com idades de 50 a 59 anos, em decorrência de óbitos por causas externas mais frequentes em homens.
  2. B) Os tumores malignos são as principais causas de morte entre homens do grupo etário de 50 a 59 anos.
  3. C) Homens não procuram a atenção primária porque trabalham no horário de expediente dos serviços ambulatoriais, o que justifica a implantação do PNAISH em instituições da atenção secundária e no turno noturno.
  4. D) A Política é desenvolvida em instituições hospitalares.
  5. E) O recorte populacional por faixa etária dessa Política inclui homens de 25 a 59 anos, segundo o Ministério da Saúde.

Pérola Clínica

PNAISH foca em homens de 25-59 anos, visando atenção primária e redução de mortalidade por causas evitáveis.

Resumo-Chave

A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) foi criada para abordar as especificidades da saúde masculina, que frequentemente é negligenciada. Seu recorte etário principal (25 a 59 anos) reflete a maior vulnerabilidade dos homens a doenças crônicas e causas externas nessa fase da vida, buscando promover a atenção primária e a mudança de hábitos.

Contexto Educacional

A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), instituída pelo Ministério da Saúde, reconhece as especificidades da saúde masculina e a necessidade de abordagens diferenciadas. Historicamente, homens tendem a procurar menos os serviços de saúde, resultando em diagnósticos tardios e pior prognóstico para diversas condições. A PNAISH visa reverter esse quadro, promovendo uma atenção integral que contemple as diversas fases da vida masculina e suas vulnerabilidades. Um dos pontos cruciais da PNAISH é o seu recorte populacional, que inclui homens de 25 a 59 anos como público-alvo prioritário. Essa escolha se justifica pela alta prevalência de morbimortalidade por causas externas (acidentes de trânsito, violência) e doenças crônicas não transmissíveis (cardiovasculares, diabetes, câncer) nessa faixa etária, além da menor adesão a práticas preventivas e à atenção primária. A política busca, portanto, incentivar a procura precoce por serviços de saúde e a adoção de hábitos de vida saudáveis. Para os residentes, é fundamental compreender que a PNAISH não se restringe a ações hospitalares ou de atenção secundária, mas sim enfatiza a atenção primária como porta de entrada e centro coordenador do cuidado. A política propõe a qualificação dos profissionais, a adequação dos horários de atendimento e a criação de ambientes acolhedores para que os homens se sintam mais à vontade para buscar assistência, abordando a saúde masculina de forma holística, incluindo aspectos psicossociais e de gênero.

Perguntas Frequentes

Qual o principal objetivo da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)?

O principal objetivo da PNAISH é promover a saúde da população masculina brasileira, incentivando a atenção integral e a mudança de paradigmas culturais que dificultam o acesso dos homens aos serviços de saúde, visando a redução da morbimortalidade por causas evitáveis.

Qual o recorte populacional por faixa etária da PNAISH e por que essa escolha?

A PNAISH foca principalmente em homens de 25 a 59 anos, conforme o Ministério da Saúde. Essa faixa etária é considerada de maior vulnerabilidade, com altas taxas de mortalidade por causas externas (acidentes, violências) e doenças crônicas não transmissíveis, além de menor adesão aos serviços de atenção primária.

Como a PNAISH busca melhorar o acesso dos homens à atenção primária?

A PNAISH busca melhorar o acesso dos homens à atenção primária por meio de estratégias como a sensibilização dos profissionais de saúde, a adaptação dos horários de atendimento, a criação de espaços acolhedores e a promoção de ações educativas que desmistifiquem a procura por serviços de saúde.

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