PNAISH: Barreiras de Acesso à Saúde do Homem

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2018

Enunciado

Conforme os conceitos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A prevalência de dependente de álcool é menor para o sexo masculino: 6,9% dos homens são dependentes de álcool, enquanto 19,5% das mulheres apresentam dependência.
  2. B) Uma questão apontada pelos homens para a não procura pelos serviços de saúde está ligada a sua posição de provedor. Alegam que o horário do funcionamento dos serviços coincide com a carga horária do trabalho.
  3. C) As causas externas de mortalidade são prevalentes em todas as faixas estárias na população masculina.
  4. D) Promover, junto à população, ações de informação, educação e comunicação em saúde visando difundir a Política Nacional de Saúde do Homem é função específica da gestão municipal.
  5. E) A maior causa de morbidade masculina são os canceres, independentemente da idade.

Pérola Clínica

PNAISH: homens não procuram saúde por conflito trabalho/horário serviço.

Resumo-Chave

A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) reconhece que a baixa procura masculina por serviços de saúde está frequentemente ligada a fatores socioculturais, como a percepção do homem como provedor e a incompatibilidade dos horários de trabalho com o funcionamento das unidades de saúde.

Contexto Educacional

A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), instituída no Brasil, reconhece a necessidade de uma abordagem específica para a saúde masculina, considerando as particularidades sociais, culturais e epidemiológicas que impactam a vida dos homens. Historicamente, os homens tendem a procurar os serviços de saúde com menor frequência e em estágios mais avançados das doenças, o que contribui para maiores taxas de morbimortalidade em diversas condições. Entre as principais barreiras para o acesso masculino aos serviços de saúde, destaca-se a percepção do homem como provedor, que muitas vezes o impede de priorizar sua saúde em detrimento do trabalho. A incompatibilidade dos horários de funcionamento das unidades de saúde com a jornada de trabalho é uma queixa comum. Além disso, fatores culturais relacionados à masculinidade, como a ideia de invulnerabilidade e a aversão a demonstrar fraqueza, também contribuem para a baixa adesão a práticas preventivas e consultas de rotina. A PNAISH busca reverter esse cenário por meio de ações que promovam a educação em saúde, a sensibilização dos profissionais e a adequação dos serviços para atender às necessidades masculinas. Isso inclui a oferta de horários alternativos, a criação de ambientes acolhedores e a abordagem de temas relevantes como saúde sexual e reprodutiva, paternidade, prevenção de violências e uso de álcool e outras drogas. O objetivo é garantir que os homens tenham acesso a uma atenção integral e de qualidade, contribuindo para a melhoria de sua saúde e qualidade de vida.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais barreiras que impedem os homens de procurar serviços de saúde?

As principais barreiras incluem fatores socioculturais, como a ideia de masculinidade que associa saúde à ausência de doença e a resistência em buscar ajuda, além de fatores organizacionais, como a incompatibilidade dos horários de funcionamento dos serviços de saúde com a jornada de trabalho masculina.

Qual o objetivo da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)?

A PNAISH visa promover a saúde do homem em todas as fases da vida, incentivando a mudança de paradigmas sobre a saúde masculina, ampliando o acesso e a qualidade da atenção à saúde e reduzindo a morbimortalidade por causas evitáveis.

Quais são as principais causas de morbimortalidade na população masculina no Brasil?

As principais causas de morbimortalidade masculina incluem doenças cardiovasculares, cânceres (especialmente de próstata e pulmão), diabetes, violências e acidentes (causas externas), e doenças relacionadas ao uso de álcool e outras drogas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo