SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2023
A proposição da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem visa qualificar a saúde da população masculina na perspectiva de linhas de cuidado que resguardem a integralidade da atenção.Um dos problemas para estabelecer uma politica de saúde adequada ao homem é a via de acesso aos serviços de saúde. No caso dos homens, o acesso aos serviços de saúde ocorre por meio da
PNAISH: Homens acessam o sistema prioritariamente via Atenção Especializada e Urgência, negligenciando a Prevenção.
A população masculina apresenta resistência ao modelo de Atenção Primária, buscando o serviço de saúde geralmente em estágios avançados de adoecimento através da rede especializada ou emergencial.
A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) surge como uma resposta epidemiológica à vulnerabilidade masculina. Os dados mostram que os homens buscam menos os serviços de saúde para ações preventivas em comparação às mulheres. Esse comportamento é influenciado por construções sociais de masculinidade, onde a vulnerabilidade é negada e o autocuidado é negligenciado. Consequentemente, a porta de entrada no sistema de saúde acaba sendo a Atenção Especializada ou a Urgência/Emergência, refletindo um modelo de atenção fragmentado e focado na doença instalada. Para o gestor e para o médico residente, compreender essa dinâmica é fundamental para propor estratégias de busca ativa e horários alternativos de atendimento. A PNAISH busca inverter essa lógica, tentando trazer o homem para a Atenção Primária através de estratégias como o 'Pré-Natal do Parceiro'. Ao vincular o homem à unidade de saúde durante a gestação da parceira, criam-se oportunidades para rastreamento de ISTs, atualização vacinal e controle de doenças crônicas como hipertensão e diabetes, fortalecendo o vínculo com a rede básica.
A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) foi instituída pelo Ministério da Saúde para facilitar o acesso da população masculina às ações e serviços de saúde. Seu objetivo principal é reduzir a morbimortalidade masculina por meio do enfrentamento dos fatores de risco e da facilitação do acesso à assistência. A política reconhece que os homens morrem mais cedo que as mulheres e sofrem mais com doenças crônicas evitáveis, acidentes e violência, necessitando de estratégias específicas que considerem as barreiras socioculturais de gênero.
Historicamente, o público masculino apresenta uma barreira cultural em relação à Atenção Primária, vista muitas vezes como um espaço feminilizado ou destinado apenas a crianças e idosos. Além disso, o horário de funcionamento das Unidades Básicas de Saúde coincide com a jornada de trabalho masculina. Isso faz com que o homem retarde a busca por cuidado, acessando o sistema apenas quando os sintomas são limitantes, o que geralmente ocorre através de consultas com especialistas ou em serviços de urgência e emergência, onde o foco é a cura e não a prevenção.
A PNAISH organiza-se em cinco eixos prioritários: 1) Acesso e Acolhimento, visando reorganizar os serviços para receber o homem; 2) Saúde Sexual e Reprodutiva, focando no planejamento familiar e paternidade ativa; 3) Paternidade e Cuidado, incentivando o envolvimento do homem no ciclo gravídico-puerperal; 4) Doenças prevalentes na população masculina, como o câncer de próstata e doenças cardiovasculares; e 5) Prevenção de Violências e Acidentes, dado o alto impacto das causas externas na mortalidade masculina.
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