UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021
De acordo com a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), instituída pela Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017, compete às secretarias municipais de saúde, sendo responsabilidade dos municípios e do Distrito Federal:
PNAB: Municípios organizam fluxo de pessoas e referências para serviços fora da Atenção Básica.
A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) de 2017 estabelece as responsabilidades dos municípios na organização do sistema de saúde. Uma competência fundamental é a gestão do fluxo de pacientes, garantindo o acesso a outros níveis de atenção (secundário e terciário) quando necessário, de acordo com as necessidades de saúde da população local.
A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), instituída pela Portaria nº 2.436 de 2017, é o documento norteador para a organização da Atenção Básica no Sistema Único de Saúde (SUS). Ela define as responsabilidades e competências de cada esfera de governo (União, Estados e Municípios) na gestão e execução dos serviços de saúde, com foco na integralidade e na equidade do cuidado. No âmbito municipal, as Secretarias Municipais de Saúde e o Distrito Federal possuem um papel central na operacionalização da Atenção Básica. Suas responsabilidades incluem a gestão das equipes de saúde, o planejamento e a execução das ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde, e a garantia do acesso da população aos serviços. Uma das competências cruciais dos municípios é a organização do fluxo de pessoas, que se refere à capacidade de garantir que os usuários da Atenção Básica tenham acesso a outros pontos da rede de atenção à saúde, como serviços especializados ou hospitalares, quando suas necessidades excedem o escopo da Atenção Básica. Isso envolve a implementação de mecanismos de referência e contrarreferência eficazes, assegurando a continuidade do cuidado e a integralidade da assistência, conforme as diretrizes do SUS.
Os municípios são responsáveis pela organização e execução das ações de Atenção Básica, incluindo a gestão das equipes, o provimento de insumos e medicamentos, a organização do fluxo de usuários para outros níveis de atenção, e a garantia da integralidade do cuidado no território.
Organizar o fluxo de pessoas significa gerenciar o encaminhamento dos usuários da Atenção Básica para serviços de média e alta complexidade (referência) e o retorno desses usuários para o acompanhamento na Atenção Básica (contrarreferência). Isso garante a continuidade do cuidado e a integralidade da assistência.
A Estratégia Saúde da Família é a estratégia prioritária para a organização da Atenção Básica, visando a reorientação do modelo assistencial. O fortalecimento da ESF é uma responsabilidade compartilhada, mas a União estabelece diretrizes e os municípios implementam e gerenciam as equipes no território.
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