IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2022
Conforme a primeira versão da Política Nacional da Atenção Básica (PNAB), de 2006, a atenção básica à saúde caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrangem a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação e a manutenção da saúde, desenvolvendo-se por meio do exercício de práticas gerenciais e sanitárias democráticas e participativas, sob forma de trabalho em equipe, dirigidas a populações de territórios bem delimitados, pelas quais assume a responsabilidade sanitária, considerando a dinamicidade existente no território em que vivem essas populações, utilizando tecnologias de elevada complexidade e baixa densidade, que devem resolver os problemas de saúde de maior frequência e relevância em seu território, sendo o contato preferencial dos usuários com os sistemas de saúde e orientando-se pelos princípios da universalidade, da acessibilidade e da coordenação do cuidado, do vínculo e da continuidade, da integralidade, da responsabilização, da humanização, da equidade e da participação social. No Brasil, optou-se pelo uso oficial do termo atenção básica à saúde (ABS), no lugar de atenção primária à saúde (APS), porque
A opção por 'Atenção Básica à Saúde' (ABS) no Brasil, em vez de 'Atenção Primária à Saúde' (APS), visou evitar o modelo de APS seletiva, focado apenas em populações vulneráveis.
A escolha do termo ABS em vez de APS no Brasil reflete a intenção de construir um modelo de atenção abrangente e universal, em oposição à APS seletiva, que historicamente focava em intervenções pontuais para grupos específicos, sem a integralidade e a universalidade propostas pelo SUS.
A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) de 2006 foi um marco fundamental para a organização da atenção à saúde no Brasil, estabelecendo as diretrizes para o que se convencionou chamar de Atenção Básica à Saúde (ABS). A escolha do termo "Atenção Básica" em detrimento de "Atenção Primária à Saúde" (APS) não foi meramente semântica, mas sim uma decisão estratégica com profundas implicações conceituais e operacionais para o Sistema Único de Saúde (SUS). A principal razão para essa escolha foi a intenção de evitar a associação com o modelo de "APS seletiva", que ganhou força internacionalmente após a Declaração de Alma-Ata (1978). A APS seletiva propunha um conjunto limitado de intervenções de baixo custo e alta efetividade, direcionadas principalmente a populações vulneráveis, sem a abrangência e a integralidade que o SUS buscava. Ao optar por ABS, o Brasil sinalizava o compromisso com uma atenção à saúde universal, integral e equitativa, que fosse a porta de entrada preferencial e coordenadora do cuidado em toda a rede. A ABS, conforme a PNAB de 2006, caracteriza-se por um conjunto de ações que abrangem promoção, proteção, prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde, tanto no âmbito individual quanto coletivo. Ela se desenvolve por meio de trabalho em equipe, com responsabilidade sanitária sobre territórios delimitados, utilizando tecnologias de baixa complexidade e alta densidade, e orientando-se por princípios como universalidade, acessibilidade, coordenação do cuidado, vínculo, continuidade, integralidade, responsabilização, humanização, equidade e participação social. Essa abordagem reforça o caráter abrangente e não seletivo da atenção básica brasileira.
No Brasil, a opção pelo termo ABS na PNAB de 2006 visou demarcar uma abordagem mais abrangente e universalista, inspirada nos princípios do SUS, em contraste com a APS seletiva, que historicamente se concentrava em um número limitado de serviços para populações mais vulneráveis.
O modelo de APS seletiva corria o risco de fragmentar o cuidado, focar apenas em intervenções pontuais e não garantir a integralidade e a universalidade da atenção à saúde para toda a população, o que contrariava os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).
A PNAB de 2006, ao definir a ABS, enfatiza princípios como universalidade, acessibilidade, coordenação do cuidado, vínculo, continuidade, integralidade, responsabilização, humanização, equidade e participação social, que são pilares de um sistema de saúde abrangente e que se opõem à seletividade.
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