HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2024
Gabriel é um médico recém-formado que inicia um trabalho como médico na unidade básica de saúde (UBS), uma no interior do estado do Paraná. Na sua primeira semana de trabalho Gabriel conversou com a autoridade sanitária local Marina para não atender a gestantes ou crianças, e para não fazer visitas domiciliares, pois estava trabalhando em uma unidade que NÃO é estratégia de saúde da família (ESF). Em relação às solicitações de Gabriel, assinale a alternativa correta em relação aos modelos de equipes de atenção básica no Sistema Único de Saúde (SUS), conforme a Política Nacional de Atenção Básica:
Territorialização é diretriz essencial do SUS na Atenção Básica, independente do modelo de equipe (ESF ou UBS tradicional).
A territorialização é um princípio fundamental da Atenção Básica no SUS, que visa organizar os serviços de saúde com base na área geográfica de residência da população. Isso significa que, mesmo em UBS que não são ESF, a equipe deve conhecer e atuar sobre as necessidades de saúde de sua área adscrita, incluindo visitas domiciliares e atendimento a todos os grupos populacionais.
A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) é o documento que orienta a organização da Atenção Básica (AB) no Sistema Único de Saúde (SUS), sendo a porta de entrada preferencial do sistema. A AB é caracterizada por ser o primeiro nível de atenção, com foco na integralidade, longitudinalidade e coordenação do cuidado. É fundamental para a formação do médico residente compreender que, independentemente do modelo de equipe (Estratégia Saúde da Família - ESF ou equipes de Atenção Básica tradicionais), certas diretrizes são universais. A territorialização é uma dessas diretrizes essenciais, que implica na definição de uma área geográfica de atuação e na responsabilidade sanitária sobre a população residente nesse território. Isso significa que a equipe de saúde deve conhecer as características sociais, epidemiológicas e de saúde de sua área, e atuar sobre elas, o que inclui o atendimento a todos os grupos populacionais (crianças, gestantes, idosos) e a realização de visitas domiciliares, mesmo em unidades que não são formalmente ESF. A adscrição de clientela e a visita domiciliar são ferramentas para efetivar a territorialização e a integralidade do cuidado. O médico na Atenção Básica, seja em ESF ou UBS tradicional, tem o papel de atender a todos os pacientes que buscam a unidade, garantindo o princípio da universalidade do SUS. Além disso, deve atuar de forma proativa na comunidade, identificando necessidades e vulnerabilidades. A compreensão dessas diretrizes é crucial para a prática médica no SUS, pois permite uma atuação mais eficaz e alinhada aos princípios da saúde pública brasileira, contribuindo para a melhoria da saúde da população adscrita.
Os princípios incluem universalidade, equidade e integralidade. As diretrizes abrangem territorialização, adscrição de clientela, longitudinalidade, coordenação do cuidado, participação da comunidade e resolutividade.
A ESF foca na adscrição de famílias, territorialização intensa, visitas domiciliares e equipe multiprofissional completa. A UBS tradicional pode ter um modelo mais centrado na demanda espontânea e menos na territorialização ativa, mas ainda segue as diretrizes da Atenção Básica.
A visita domiciliar permite conhecer o contexto social e ambiental do paciente, identificar riscos, promover a saúde, prevenir doenças e acompanhar casos crônicos ou de difícil acesso aos serviços, fortalecendo a integralidade do cuidado.
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