Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2019
Quanto às responsabilidades atribuídas às esferas de governo na organização da Política Nacional de Atenção Básica, é correto afirmar que compete apenas aos municípios e ao Distrito Federal.
PNAB: Programar ações da APS a partir da base territorial e necessidades locais = responsabilidade municipal/DF.
A programação das ações de Atenção Básica, baseada nas necessidades de saúde da população e na realidade territorial, é uma competência exclusiva dos municípios e do Distrito Federal, conforme a PNAB. Isso reflete o princípio da descentralização e a autonomia local na gestão do SUS.
A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) é o documento normativo que orienta a organização da Atenção Primária à Saúde (APS) no Sistema Único de Saúde (SUS). Ela estabelece as responsabilidades de cada esfera de governo – União, Estados e Municípios/Distrito Federal – para garantir a efetividade e a integralidade do cuidado. A descentralização é um dos pilares do SUS, e na APS, isso se traduz na autonomia e responsabilidade dos entes locais. Os municípios e o Distrito Federal são os principais executores das ações de saúde na APS. A programação das ações a partir de sua base territorial e de acordo com as necessidades de saúde das pessoas é uma competência exclusiva dessas esferas. Isso permite que o planejamento seja adaptado à realidade local, considerando as particularidades epidemiológicas, sociais e culturais de cada comunidade, utilizando instrumentos de programação nacional ou locais. Enquanto a União define as diretrizes gerais e financia, e os Estados apoiam e coordenam regionalmente, são os municípios e o Distrito Federal que têm a responsabilidade direta de organizar os serviços, gerenciar as equipes, e implementar as estratégias de saúde da família e outras modalidades de atenção básica, garantindo o acesso e a qualidade do cuidado para a população em seu território.
A PNAB é guiada por princípios como universalidade, equidade, integralidade, territorialização, participação da comunidade, resolutividade, longitudinalidade do cuidado e coordenação do cuidado.
A programação é municipal porque os municípios e o Distrito Federal são as esferas de governo mais próximas da população, com maior capacidade de identificar as necessidades de saúde específicas de seu território e planejar ações que respondam a essas demandas locais de forma eficaz.
A União é responsável por formular a PNAB, definir diretrizes nacionais, financiar a atenção básica, apoiar tecnicamente estados e municípios, e monitorar e avaliar a implementação da política em nível nacional.
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