UFSM/HUSM - Hospital Universitário de Santa Maria (RS) — Prova 2017
Ainda de acordo com a Portaria nº 2.488, do Ministério da Saúde, de 21 de outubro de 2011, que aprova a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), analise as características de processo de trabalho em saúde a seguir:I – Definição do território de atuação e de população sob responsabilidade das Unidades Básicas de Saúde e de suas respectivas equipes; II – Programação e implementação das atividades de atenção à saúde de acordo com as necessidades de saúde da população, com a priorização de intervenções clínicas e sanitárias nos problemas de saúde segundo critérios de frequência, risco, vulnerabilidade e resiliência;III – Divisão de agenda dos atendimentos segundo critérios de presença de patologias e problemas de saúde (como diabéticos e hipertensos), sexo (homens e mulheres), faixa etária (como puericultura e atendimento de adultos), programas especiais (como pré-natal e puerpério) e atividades preventivas (como coleta de Papanicolau), o que facilita o acesso dos usuários.;IV – Desenvolvimento de ações que priorizem os grupos de risco e os fatores de risco clínico-comportamentais, alimentares e/ou ambientais, com a finalidade de prevenir o aparecimento ou a persistência de doenças e danos evitáveis;V – Realização do acolhimento com escuta qualificada, classificação de risco, avaliação de necessidade de saúde e análise de vulnerabilidade, tendo em vista a responsabilidade da assistência resolutiva à demanda espontânea e o primeiro atendimento às urgências.São características preconizadas do processo de trabalho das equipes de Atenção Básica
PNAB 2011 → Acolhimento, territorialização, programação por necessidade, e priorização de risco são essenciais.
A PNAB 2011 preconiza um processo de trabalho na Atenção Básica focado na territorialização, programação baseada em necessidades e riscos, priorização de grupos vulneráveis e acolhimento com classificação de risco. A divisão de agenda por patologia/sexo/idade, como descrito na alternativa III, não é uma característica preconizada, pois dificulta o acesso e a integralidade.
A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), especialmente a Portaria nº 2.488 de 2011, estabelece as diretrizes para o processo de trabalho das equipes de saúde na Atenção Primária. É um documento essencial para a formação de residentes, pois define o modelo de cuidado e as responsabilidades dos profissionais. A compreensão desses princípios é crucial para a prática em saúde da família e comunidade. As características preconizadas incluem a territorialização e a adscrição da população, que permitem o planejamento de ações com base nas necessidades locais. A programação das atividades deve priorizar intervenções clínicas e sanitárias segundo critérios de frequência, risco, vulnerabilidade e resiliência, focando na prevenção de doenças e danos evitáveis. O acolhimento com escuta qualificada e classificação de risco é um ponto central para garantir o acesso e a resolutividade da demanda espontânea. A alternativa incorreta na questão ressalta um erro comum na organização dos serviços: a divisão da agenda por patologia ou grupo específico. Essa prática, embora pareça organizada, na verdade fragmenta o cuidado, dificulta o acesso e vai contra os princípios da integralidade e da longitudinalidade, que são pilares da Atenção Básica. A PNAB busca um modelo de atenção centrado na pessoa e na família, com flexibilidade para atender às diversas necessidades.
Os pilares incluem a definição do território e população adscrita, programação de atividades baseada nas necessidades e riscos da população, desenvolvimento de ações para grupos de risco e acolhimento com escuta qualificada e classificação de risco.
Essa prática fragmenta o cuidado, dificulta o acesso dos usuários que não se encaixam nos "dias" específicos e vai contra o princípio da integralidade e do acolhimento da demanda espontânea, que são fundamentais na Atenção Básica.
O acolhimento com escuta qualificada, classificação de risco e avaliação de vulnerabilidade é fundamental para garantir a assistência resolutiva à demanda espontânea, o primeiro atendimento às urgências e a construção de vínculo com o usuário.
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