FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2019
As atribuições dos profissionais das equipes que atuam na atenção básica seguem normativas específicas do Ministério da Saúde, bem como as definições de escopo de práticas, protocolos, diretrizes clínicas e terapêuticas, além de outras normativas técnicas estabelecidas pelos gestores federal, estadual, municipal ou do Distrito Federal. De acordo, com a Política Nacional da Atenção Básica (PNAB) são atribuições comuns a todos os membros das equipes que atuam na Atenção Básica: I. Manter atualizado o cadastramento e outros dados de saúde das famílias e dos indivíduos no sistema de informação da Atenção Básica vigente, utilizando as informações sistematicamente para a análise da situação de saúde, considerando as características sociais, econômicas, culturais, demográficas e epidemiológicas do território, priorizando as situações a serem acompanhadas no planejamento local. II. Realizar trabalhos interdisciplinares e em equipe, integrando áreas técnicas, profissionais de diferentes formações e até mesmo outros níveis de atenção, buscando incorporar práticas de vigilância, clínica ampliada e matriciamento ao processo de trabalho cotidiano para essa integração (realização de consulta compartilhada reservada aos profissionais de nível superior, construção de Projeto Terapêutico Singular, trabalho com grupos, entre outras estratégias, em consonância com as necessidades e demandas da população). III. Realizar o cuidado integral à saúde da população adscrita prioritariamente no âmbito da Unidade Básica de Saúde e, quando necessário, no domicílio e demais espaços comunitários (escolas, associações, entre outros), encaminhar para o Núcleo de Apoio à Saúde da Família populações que apresentem necessidades específicas (em situação de rua, em medida socioeducativa, privada de liberdade, ribeirinha, fluvial, entre outras).Estão CORRETAS as afirmativas:
PNAB: Atribuições comuns da equipe AB incluem cadastramento e trabalho interdisciplinar. O encaminhamento ao NASF não é uma atribuição comum a TODOS.
A PNAB define atribuições comuns a todos os membros das equipes de Atenção Básica, como a atualização de cadastros e o trabalho interdisciplinar. A atribuição de encaminhar especificamente para o NASF populações com necessidades específicas é mais direcionada e não se aplica a *todos* os membros da equipe de forma comum.
A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) é o documento normativo que orienta a organização da Atenção Básica (AB) no Brasil, definindo os princípios, diretrizes e responsabilidades dos diferentes atores envolvidos. Ela estabelece as atribuições das equipes e dos profissionais que atuam nesse nível de atenção, visando garantir a integralidade e a qualidade do cuidado à saúde da população. Entre as atribuições comuns a todos os membros das equipes de Atenção Básica, destacam-se a manutenção atualizada do cadastramento e dos dados de saúde das famílias e indivíduos, utilizando essas informações para a análise da situação de saúde do território. Outro ponto crucial é a realização de trabalhos interdisciplinares e em equipe, promovendo a integração de diferentes saberes e práticas para um cuidado mais abrangente. A afirmativa III, embora descreva ações importantes da AB (cuidado integral na UBS, domicílio e espaços comunitários), peca ao incluir o "encaminhar para o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) populações que apresentem necessidades específicas" como uma atribuição *comum a todos os membros*. O encaminhamento e a articulação com o NASF (que hoje é o eMulti - Equipes Multiprofissionais na Atenção Primária) são parte do processo de trabalho, mas a formulação "comum a todos" torna a afirmativa incorreta nesse contexto específico da questão.
As atribuições comuns incluem manter o cadastramento e dados de saúde atualizados, utilizar informações para análise da situação de saúde e realizar trabalhos interdisciplinares e em equipe.
O cadastramento é fundamental para a territorialização, permitindo o conhecimento da realidade local, o planejamento de ações de saúde mais efetivas e o acompanhamento longitudinal da população adscrita.
O trabalho interdisciplinar envolve a integração de diferentes áreas técnicas e profissionais de diversas formações, buscando uma abordagem ampliada e integral do cuidado, com compartilhamento de saberes e responsabilidades.
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