AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Londrina (PR) — Prova 2019
Considerando a Portaria n° 2.488 de 21 de outubro de 2011, que aprova a política nacional de atenção básica, e estabelece a revisão de diretrizes e normas para a organização da atenção básica, para a Estratégia de Saude da Família (ESF) e o programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), responda à questão a seguir: Sobre os princípios e diretrizes gerais da atenção básica é incorreto afirmar:
Territorialização visa planejamento, mas não pode restringir o acesso universal e o atendimento de urgências.
A Atenção Básica deve ser a porta de entrada preferencial e coordenadora do cuidado, garantindo acesso universal sem barreiras geográficas rígidas.
A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), especificamente a versão de 2011, define a Atenção Básica como o conjunto de ações de saúde individuais e coletivas que abrangem a promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação. A estratégia Saúde da Família é o modelo prioritário para sua organização. O conceito de territorialização é vital para a vigilância em saúde, mas a questão ressalta um erro comum: a interpretação de que a UBS deve atender apenas pacientes de seu território. Na prática do SUS, o acesso deve ser universal, e o acolhimento deve ser garantido a qualquer cidadão, independentemente de seu endereço, embora o acompanhamento longitudinal seja feito pela equipe de referência do seu território.
Território adstrito refere-se à área geográfica de atuação de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e suas equipes. A adstrição de usuários permite o mapeamento epidemiológico, o planejamento de ações preventivas e a criação de vínculos de responsabilidade entre a equipe de saúde e a comunidade. No entanto, essa delimitação serve para organizar o cuidado e não deve ser utilizada como mecanismo de exclusão para pacientes que não residem na área, especialmente em casos de urgência ou necessidade de acolhimento.
Os fundamentos incluem a universalidade do acesso, a equidade, a integralidade, a territorialização, a adstrição de clientela e o cuidado centrado na pessoa. A PNAB estabelece que a Atenção Básica deve ser o centro de comunicação da Rede de Atenção à Saúde (RAS), exercendo papel fundamental na coordenação do cuidado e na ordenação das redes, garantindo a continuidade das ações através da longitudinalidade.
A participação dos usuários é um princípio diretriz que visa ampliar a autonomia e a capacidade de construção do autocuidado, além de fortalecer o controle social. Isso ocorre por meio do estímulo à participação em conselhos de saúde, conferências e no cotidiano das unidades, permitindo que a comunidade influencie no planejamento e na avaliação das políticas de saúde locais.
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