UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2018
Tendo como referência as diretrizes da Politica Nacional de Promoção da Saúde (PNPS), da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), da Política Nacional de Promoção, Proteção e Apoio ao Aleitamento Materno e da Rede Cegonha, julgue o item seguinte. Paciente com doença cardiovascular crônica dispõe de estratégias para o seu cuidado na unidade de saúde, entre eles o acompanhamento do processo de mudança nos hábitos alimentares, para o controle adequado do peso, da glicemia e da pressão arterial, que deverá ser realizado por meio de consultas individuais, coletivas ou em grupos operativos, de acordo com a realidade do serviço de saúde, contando, se necessário, com auxílio especializado.
Cuidado cardiovascular na APS = consultas individuais/coletivas + foco em hábitos + apoio especializado.
A PNAB e a PNPS preconizam o cuidado multiprofissional e longitudinal das doenças crônicas, utilizando grupos operativos e educação em saúde para controle de fatores de risco.
A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) e a Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) formam a base do cuidado integral no SUS. No manejo de doenças cardiovasculares, a ênfase recai sobre a modificação de determinantes de saúde e estilos de vida. A utilização de consultas coletivas e grupos operativos é incentivada não apenas pela eficiência de recursos, mas pelo seu potencial pedagógico e de fortalecimento de vínculos. O acompanhamento longitudinal permite o controle rigoroso de parâmetros como pressão arterial e glicemia, fundamentais para prevenir desfechos maiores como IAM e AVC.
Grupos operativos na Atenção Primária à Saúde (APS) funcionam como ferramentas de educação em saúde e apoio psicossocial. Eles permitem a troca de experiências entre pacientes com condições crônicas, como hipertensão e diabetes, facilitando a adesão ao tratamento não farmacológico. A dinâmica de grupo otimiza o tempo da equipe e promove a autonomia do paciente, sendo uma estratégia central da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) para o controle de fatores de risco metabólicos e cardiovasculares.
A Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) estabelece diretrizes para a promoção de práticas alimentares saudáveis e a vigilância alimentar e nutricional. No contexto cardiovascular, a PNAN orienta o acompanhamento do estado nutricional e a intervenção dietética para controle de peso, glicemia e dislipidemia, integrando-se às ações da APS para reduzir a morbimortalidade por doenças crônicas não transmissíveis.
O apoio especializado, muitas vezes articulado via NASF-AB ou arranjos de matriciamento, é acionado conforme a necessidade clínica e a complexidade do caso. A PNAB prevê que a equipe de referência coordene o cuidado, mas utilize o suporte de especialistas (nutricionistas, psicólogos, cardiologistas) para fortalecer as intervenções e garantir a integralidade da assistência em casos de difícil controle metabólico ou cardiovascular.
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