FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024
Em 2017, o Ministério da Saúde lançou a Portaria 2436, que “Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS)”. Dentre as mudanças em relação a portaria anterior, 2488 de 2011, estão:
PNAB 2017 (Portaria 2436) → flexibilização modelos AB, integração Vigilância-AB, ampliação funções ACS/ACE, gerente de equipe.
A PNAB de 2017 trouxe uma revisão das diretrizes para a organização da Atenção Básica no SUS, buscando maior flexibilidade e reconhecimento de diferentes arranjos, além de fortalecer a integração entre Vigilância em Saúde e Atenção Básica. Houve também a ampliação das atribuições de profissionais como ACS e ACE, e a inclusão da figura do gerente de equipe.
A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) é o documento normativo que orienta a organização da Atenção Básica (AB) no Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. A Portaria 2436, lançada em 2017, revisou as diretrizes da PNAB anterior (Portaria 2488 de 2011), buscando adaptar a AB às novas realidades epidemiológicas, demográficas e sociais do país, além de otimizar a gestão e o financiamento. Entre as mudanças mais significativas da PNAB 2017, destaca-se a flexibilização dos modelos de organização da Atenção Básica. Enquanto a PNAB 2011 priorizava fortemente a Estratégia Saúde da Família (ESF) como modelo exclusivo, a PNAB 2017 reconheceu e permitiu o financiamento de outras estratégias de equipes de Atenção Básica, desde que observados os princípios e diretrizes da política. Contudo, a ESF manteve seu caráter estratégico para a reorientação do modelo assistencial. Outras mudanças importantes incluem a ampliação das funções dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e dos Agentes de Combate às Endemias (ACE), com maior integração de suas ações. A PNAB 2017 também enfatizou a integração da Atenção Básica com a Vigilância em Saúde, permitindo que os profissionais, incluindo o médico, planejem, gerenciem e avaliem ações de forma conjunta. Além disso, a figura do gerente da equipe de Atenção Básica foi incluída, visando aprimorar a gestão local e a coordenação do cuidado. Essas alterações visam fortalecer a AB como porta de entrada preferencial e ordenadora do cuidado no SUS.
As principais inovações incluem a flexibilização dos modelos de organização da Atenção Básica (reconhecendo outras estratégias além da ESF), a integração mais robusta entre Vigilância em Saúde e Atenção Básica, a ampliação das atribuições dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), e a inclusão da figura do gerente de equipe na Atenção Básica.
A PNAB 2017 mantém a Estratégia Saúde da Família (ESF) como modelo prioritário para a expansão e consolidação da Atenção Básica, mas reconhece e permite o financiamento de outras modalidades de equipes de Atenção Básica, desde que sigam os princípios e diretrizes da política.
A integração visa fortalecer as ações de promoção da saúde, prevenção de doenças e controle de agravos no território, permitindo uma abordagem mais abrangente e resolutiva dos problemas de saúde da população. Isso otimiza recursos e melhora a coordenação do cuidado, com o médico e outros profissionais planejando e avaliando ações em conjunto.
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