Hanseníase: Entenda a Poliquimioterapia e seu Tratamento

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023

Enunciado

Sobre o tratamento da hanseníase, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A duração do tratamento varia de acordo com a forma clínica da doença. Para pacientes com hanseníase paucibacilar (PB), a duração é de 6 até 12 meses, e, para pacientes com hanseníase multibacilar (MB), a duração é de 12 até 24 meses.
  2. B) A Reação Tipo 1 é o Eritema Nodoso Hansênico (ENH), acompanhado ou não de manifestações sistêmicas, tais como febre, dor articular, mal-estar generalizado, orquite, iridociclites, com ou sem espessamento, e dor de nervos periféricos (neurite).
  3. C) Casos com suspeita de comprometimento neural, sem lesão cutânea, e aqueles que apresentam área com alteração sensitiva e/ou autonômica duvidosa e sem lesão cutânea evidente, deverão realizar a Poliquimioterapia Única (PQT-U) por 12 meses.
  4. D) Gravidez, aleitamento materno são contraindicações para o uso de Poliquimioterapia Única (PQT-U). Nesses casos, deve-se aguardar o término da gestação e do aleitamento para o início da medicação, ou solicitar esquema substitutivo ao Ministério da Saúde.
  5. E) O tratamento medicamentoso é realizado com a associação de três antimicrobianos – rifampicina, dapsona e clofazimina – Poliquimioterapia Única (PQT-U), visando diminuir a resistência medicamentosa do bacilo que ocorre com frequência quando se utiliza apenas um medicamento.

Pérola Clínica

PQT-U para hanseníase = Rifampicina + Dapsona + Clofazimina → Previne resistência e trata formas PB/MB.

Resumo-Chave

A poliquimioterapia (PQT) é essencial no tratamento da hanseníase para prevenir a resistência bacteriana do Mycobacterium leprae, que é comum com monoterapia. A associação de rifampicina, dapsona e clofazimina atua em diferentes mecanismos, garantindo a erradicação do bacilo e a redução da transmissibilidade.

Contexto Educacional

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. Sua importância clínica reside na capacidade de causar incapacidades permanentes se não diagnosticada e tratada precocemente. A epidemiologia no Brasil ainda é relevante, sendo um dos países com maior número de casos, o que a torna um tema frequente em provas de residência. O diagnóstico é clínico-epidemiológico, baseado em lesões cutâneas com alteração de sensibilidade, espessamento de nervos periféricos e baciloscopia positiva. A classificação em paucibacilar (PB) ou multibacilar (MB) é fundamental para definir o esquema terapêutico. Suspeitar de hanseníase em pacientes com lesões cutâneas hipocrômicas ou avermelhadas, com perda de sensibilidade, é o primeiro passo. O tratamento da hanseníase é realizado exclusivamente com a Poliquimioterapia Única (PQT-U), que associa rifampicina, dapsona e clofazimina, visando diminuir a resistência medicamentosa do bacilo. A duração varia: 6 meses para PB (rifampicina e dapsona) e 12 meses para MB (rifampicina, dapsona e clofazimina). O prognóstico é excelente com o tratamento adequado, mas o manejo das reações hansênicas e prevenção de incapacidades são pontos de atenção cruciais.

Perguntas Frequentes

Quais são os medicamentos que compõem a Poliquimioterapia Única (PQT-U) para hanseníase?

A PQT-U é composta por rifampicina, dapsona e clofazimina. Esses três antimicrobianos são utilizados em combinação para garantir a eficácia do tratamento e prevenir o desenvolvimento de resistência bacteriana.

Por que a politerapia é fundamental no tratamento da hanseníase?

A politerapia é crucial para diminuir a resistência medicamentosa do Mycobacterium leprae, que ocorre com frequência quando se utiliza apenas um medicamento. A combinação de drogas atua em diferentes alvos, aumentando a chance de erradicação do bacilo.

Quais são as principais diferenças no tratamento da hanseníase paucibacilar e multibacilar?

A principal diferença está na duração e na composição do esquema. Para hanseníase paucibacilar (PB), o tratamento dura 6 meses com rifampicina e dapsona. Para hanseníase multibacilar (MB), dura 12 meses e inclui rifampicina, dapsona e clofazimina.

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