UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022
No tocante ao tratamento cirúrgico da polipose adenomatosa familiar (PAF), podemos afirmar que:
Decisão cirúrgica na PAF → individualizada, considerando idade, câncer, desejo de gravidez e densidade de pólipos retais.
O tratamento cirúrgico da Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) é complexo e deve ser individualizado. A escolha entre colectomia total com ileorretoanastomose (IRA) ou proctocolectomia total com bolsa ileal (IPAA) depende de múltiplos fatores, incluindo a extensão da doença retal, idade do paciente, presença de câncer e planos reprodutivos.
A Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) é uma síndrome autossômica dominante caracterizada pelo desenvolvimento de centenas a milhares de pólipos adenomatosos no cólon e reto, com risco de quase 100% de progressão para câncer colorretal se não tratada. O manejo cirúrgico é, portanto, mandatório e profilático. A decisão sobre a técnica cirúrgica na PAF é complexa e deve ser individualizada, considerando uma série de fatores. Entre eles, destacam-se a idade do paciente, a presença de câncer colorretal já estabelecido, a densidade e o tamanho dos pólipos adenomatosos remanescentes no reto, e a possibilidade de gravidez futura, que pode ser afetada por disfunções genitourinárias relacionadas à dissecção pélvica. As principais opções incluem a colectomia total com ileorretoanastomose (IRA) e a proctocolectomia total com bolsa ileal (IPAA). A IRA preserva o reto, mantendo a função esfincteriana e reduzindo o risco de disfunções sexuais, mas exige vigilância endoscópica retal rigorosa e contínua devido ao risco de câncer residual. A IPAA, por sua vez, remove todo o cólon e reto, eliminando o risco de câncer colorretal, mas pode estar associada a maior morbidade cirúrgica e disfunções. Residentes em cirurgia geral e coloproctologia devem dominar esses critérios para oferecer o melhor plano terapêutico.
As principais opções são a colectomia total com ileorretoanastomose (IRA), que preserva o reto e exige vigilância endoscópica, e a proctocolectomia total com bolsa ileal (IPAA), que remove todo o cólon e reto, eliminando o risco de câncer retal.
A escolha é influenciada pela idade do paciente, presença de câncer colorretal, densidade e tamanho dos pólipos retais, desejo de gravidez futura (devido ao risco de disfunção sexual/urinária com proctectomia) e preferência do paciente.
Embora preserve a função sexual e urinária, a IRA mantém o reto, que ainda pode desenvolver pólipos e câncer. Isso exige vigilância endoscópica rigorosa e pode não ser ideal se houver alta densidade de pólipos retais ou dificuldade de acompanhamento.
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