AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022
Com relação aos pólipos intestinais e aos síndromes polipoides, podemos afirmar que
PAF → HCPEPR (hiperplasia congênita do epitélio pigmentar da retina) é marcador em 75% dos casos.
A hiperplasia congênita do epitélio pigmentar da retina (HCPEPR) é um achado oftalmológico característico da Polipose Adenomatosa Familiar (PAF), servindo como um marcador fenotípico importante que pode auxiliar no diagnóstico precoce e na triagem familiar. Sua presença, embora não patognomônica, aumenta a suspeita de PAF.
A Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) é uma doença autossômica dominante rara, caracterizada pelo desenvolvimento de centenas a milhares de pólipos adenomatosos no cólon e reto, com risco de câncer colorretal de quase 100% se não tratada. É causada por mutações germinativas no gene APC, localizado no cromossomo 5q21-q22. A identificação precoce é crucial para o manejo e prevenção do câncer. O diagnóstico da PAF é baseado na presença de múltiplos pólipos adenomatosos, história familiar e, em alguns casos, achados extracolônicos. A hiperplasia congênita do epitélio pigmentar da retina (HCPEPR) é um marcador fenotípico importante, presente em cerca de 75% dos pacientes, que pode ser detectado no exame oftalmológico e auxiliar na triagem de indivíduos em risco. Outras manifestações incluem osteomas, cistos epidermoides e tumores desmoides (Síndrome de Gardner), e tumores do sistema nervoso central (Síndrome de Turcot). O tratamento da PAF é predominantemente cirúrgico, com proctocolectomia total e confecção de bolsa ileal e anastomose íleo-anal sendo uma das opções preconizadas para prevenir o câncer colorretal. O acompanhamento rigoroso é essencial devido ao risco de tumores extracolônicos e de desenvolvimento de processo inflamatório da bolsa ileal (bolsite), embora a boldsite seja uma complicação inflamatória e não maligna.
Os principais marcadores fenotípicos da PAF incluem a hiperplasia congênita do epitélio pigmentar da retina (HCPEPR), osteomas, cistos epidermoides e tumores desmoides (Síndrome de Gardner).
O gene APC (Adenomatous Polyposis Coli), localizado no cromossomo 5q21-q22, é o principal gene responsável pela PAF. Mutações germinativas neste gene levam ao desenvolvimento de múltiplos pólipos adenomatosos no cólon e reto.
A Síndrome de Gardner é uma variante da PAF caracterizada por pólipos colorretais, osteomas, cistos epidermoides e tumores desmoides. A Síndrome de Turcot associa PAF a tumores do sistema nervoso central, como meduloblastomas e glioblastomas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo