Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2022
Paciente de 12 anos de idade foi submetido à colonoscopia, pois seu pai é portador de polipose adenomatosa familiar (PAF). Durante tal exame, foram identificados mais de 100 pólipos colorretais, histologicamente diagnosticados como adenoma. Sobre a PAF, é correto afirmar que
PAF: >100 pólipos adenomatosos; CCR quase 100%; adenocarcinoma duodenal = 2ª causa de morte por câncer.
A Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) é uma síndrome autossômica dominante caracterizada por múltiplos pólipos adenomatosos no cólon e reto, com risco quase universal de câncer colorretal. Além disso, a doença apresenta manifestações extraintestinais significativas, sendo o adenocarcinoma duodenal a segunda principal causa de morte por câncer nesses pacientes.
A Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) é uma síndrome hereditária autossômica dominante, causada por mutações no gene APC, que predispõe ao desenvolvimento de múltiplos pólipos adenomatosos no trato gastrointestinal, especialmente no cólon e reto. É uma condição rara, mas de extrema importância clínica devido ao risco quase universal de progressão para câncer colorretal (CCR) se não tratada. O rastreamento precoce em familiares de primeiro grau é crucial para o diagnóstico e manejo. A fisiopatologia da PAF envolve a inativação do gene APC, um supressor tumoral, levando à proliferação descontrolada das células epiteliais. O diagnóstico é clínico, com a identificação de mais de 100 pólipos adenomatosos, e confirmado por testes genéticos. A suspeita deve surgir em pacientes jovens com pólipos múltiplos ou história familiar. Além do CCR, a PAF está associada a manifestações extraintestinais, como tumores desmoides, osteomas, cistos epidermoides e, notavelmente, adenomas e adenocarcinomas duodenais. O tratamento da PAF geralmente envolve colectomia profilática para prevenir o CCR. A vigilância endoscópica do trato gastrointestinal superior (esofagogastroduodenoscopia) é essencial para detectar adenomas duodenais, que podem progredir para adenocarcinoma, sendo esta a segunda principal causa de morte por câncer nesses pacientes. O manejo multidisciplinar é fundamental para abordar todas as manifestações da síndrome e melhorar o prognóstico.
O diagnóstico de PAF é suspeitado pela presença de mais de 100 pólipos adenomatosos no cólon e reto, ou por um número menor de pólipos em indivíduos com histórico familiar de PAF. A confirmação é feita por teste genético do gene APC.
O adenocarcinoma duodenal é a segunda principal causa de morte por câncer em pacientes com PAF, superado apenas pelo câncer colorretal. A vigilância endoscópica regular do duodeno (esofagogastroduodenoscopia) é fundamental para a detecção precoce.
Além dos pólipos colorretais, a PAF pode apresentar manifestações como osteomas, tumores desmoides, cistos epidermoides, hipertrofia congênita do epitélio pigmentar da retina (HCPEPR) e tumores do sistema nervoso central (Síndrome de Turcot).
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