AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020
Homem de 37 anos, ao realizar um ultrassom de abdômen total, apresenta um laudo descrevendo: “Vesícula biliar de 7cm, com conteúdo líquido, paredes não espessadas com duas imagens de 4 e 5mm configurando lesões polipoides”. A conduta correta é:
Pólipos vesiculares < 6 mm → acompanhamento com USG seriada; > 10 mm ou sintomáticos → colecistectomia.
Pólipos de vesícula biliar pequenos (<6mm) e assintomáticos têm baixo risco de malignidade e devem ser acompanhados com ultrassonografia seriada. A colecistectomia é indicada para pólipos maiores, sintomáticos ou com fatores de risco.
Pólipos de vesícula biliar são lesões elevadas da mucosa da vesícula, detectadas incidentalmente em exames de imagem, como o ultrassom abdominal. A maioria é benigna, sendo os pólipos de colesterol (pseudopólipos) os mais comuns. No entanto, uma pequena porcentagem pode ser neoplásica (adenomas) ou, mais raramente, adenocarcinomas. A importância clínica reside na diferenciação entre lesões benignas e malignas ou com potencial de malignidade. A conduta para pólipos vesiculares depende principalmente do seu tamanho e da presença de sintomas ou fatores de risco. Pólipos menores que 6 mm e assintomáticos geralmente têm baixo risco de malignidade e a conduta é o acompanhamento com ultrassonografia seriada para monitorar o crescimento. Pólipos entre 6 e 9 mm requerem avaliação individualizada, considerando fatores como idade do paciente, presença de colangite esclerosante primária, pólipo séssil ou crescimento rápido. A colecistectomia videolaparoscópica é indicada para pólipos maiores que 10 mm, pólipos sintomáticos (mesmo que pequenos), ou pólipos de 6-9 mm com fatores de risco para malignidade. O objetivo é remover lesões com potencial maligno antes que progridam. É crucial explicar ao paciente a natureza da patologia e a importância do acompanhamento, evitando intervenções desnecessárias para lesões benignas.
A colecistectomia é indicada para pólipos maiores que 10 mm, pólipos sintomáticos, pólipos de 6-9 mm com fatores de risco (idade >50 anos, colangite esclerosante primária, pólipo séssil, crescimento rápido) ou pólipos em pacientes com cálculos biliares.
Para pólipos menores que 6 mm, o acompanhamento inicial pode ser em 6 meses, e se estáveis, anualmente por 2-3 anos. Se permanecerem estáveis, o acompanhamento pode ser descontinuado.
O tipo mais comum são os pólipos de colesterol (colesterolose), que são pseudopólipos benignos e representam cerca de 60-90% de todos os pólipos vesiculares.
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