PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024
Em relação aos pólipos gástricos, é CORRETA a afirmação:
Pólipos hiperplásicos são comuns e possuem risco de malignização (1,5-2%), exigindo biópsia e erradicação de H. pylori.
Pólipos hiperplásicos gástricos estão frequentemente associados a gastrites crônicas (H. pylori ou autoimune) e, embora benignos, podem abrigar focos de adenocarcinoma ou displasia.
A prevalência de pólipos gástricos aumentou com o uso disseminado da endoscopia digestiva alta (EDA). A classificação histológica é crucial para determinar o manejo. Pólipos de glândulas fúndicas são frequentemente associados ao uso de IBPs e raramente malignizam. Já os pólipos hiperplásicos, embora resultantes de uma resposta regenerativa exagerada à lesão da mucosa, podem desenvolver displasia. O manejo clínico deve incluir a erradicação do H. pylori, que pode levar à regressão de pólipos hiperplásicos em muitos casos. Adenomas gástricos são considerados lesões pré-cancerosas e exigem excisão completa e vigilância endoscópica rigorosa, pois o risco de carcinoma sincrônico ou metacrônico na mucosa gástrica circundante é elevado.
Os pólipos hiperplásicos gástricos apresentam um risco de transformação maligna estimado entre 1,5% e 2,1%. Eles geralmente surgem em um contexto de inflamação crônica da mucosa, como na gastrite por H. pylori ou gastrite atrófica autoimune. Devido a esse risco, recomenda-se a ressecção de pólipos maiores que 0,5-1,0 cm e a realização de biópsias da mucosa gástrica adjacente para avaliar condições pré-neoplásicas.
Não. Os pólipos de glândulas fúndicas (PGF) são os pólipos epiteliais mais comuns em países com baixa prevalência de H. pylori e estão frequentemente associados ao uso crônico de Inibidores de Bomba de Prótons (IBP). Em sua forma esporádica, o potencial de malignidade é virtualmente nulo. A ressecção ou acompanhamento só é indicado se apresentarem características atípicas (tamanho > 1 cm, ulceração) ou se ocorrerem no contexto de síndromes genéticas como a FAP.
Adenomas gástricos são lesões neoplásicas verdadeiras (displásicas) e representam cerca de 6-10% dos pólipos gástricos. Diferente dos pólipos hiperplásicos, eles possuem um alto potencial de progressão para adenocarcinoma (até 10-50% dependendo do tamanho e grau de displasia). Devem ser sempre ressecados por via endoscópica. Histologicamente, apresentam epitélio tubular ou tubuloviloso com displasia de baixo ou alto grau.
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