UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
O surgimento de pólipos de glândula fúndica do estômago está associado à(ao):
Pólipos de glândula fúndica = associados ao uso crônico de Inibidores de Bomba de Prótons (IBP).
O uso prolongado de Inibidores de Bomba de Prótons (IBP) está associado ao surgimento de pólipos de glândula fúndica. Isso ocorre devido à hipergastrinemia reativa à supressão ácida, que estimula o crescimento das células parietais e principais na mucosa gástrica.
Os pólipos de glândula fúndica são lesões elevadas da mucosa gástrica que se originam das glândulas do fundo e corpo do estômago. São frequentemente encontrados incidentalmente durante endoscopias digestivas altas e sua prevalência tem aumentado, em grande parte devido ao uso disseminado de inibidores de bomba de prótons (IBP). Embora a maioria seja esporádica e benigna, eles também podem estar associados a síndromes de polipose hereditárias, como a polipose adenomatosa familiar (PAF), onde o risco de displasia e malignidade é maior. A fisiopatologia dos pólipos de glândula fúndica associados a IBP envolve a supressão prolongada da secreção ácida gástrica, que leva a um aumento compensatório na produção de gastrina (hipergastrinemia). A gastrina, um hormônio trófico, estimula a proliferação das células parietais e principais da mucosa gástrica, resultando na formação desses pólipos. Eles são histologicamente caracterizados por glândulas dilatadas e císticas revestidas por células parietais e principais. O diagnóstico é feito por endoscopia com biópsia. Para a maioria dos pacientes com pólipos de glândula fúndica esporádicos e em uso de IBP, o manejo consiste em vigilância endoscópica, geralmente com intervalos maiores, e reavaliação da necessidade do IBP. A interrupção do IBP pode levar à regressão dos pólipos em alguns casos. É crucial diferenciar esses pólipos dos associados a síndromes genéticas, que exigem um manejo mais agressivo devido ao maior risco de malignidade. A infecção por Helicobacter pylori, embora associada a outras patologias gástricas, não é considerada um fator etiológico para pólipos de glândula fúndica.
A principal causa do surgimento de pólipos de glândula fúndica é o uso crônico de inibidores de bomba de prótons (IBP). A supressão ácida prolongada pelos IBP leva à hipergastrinemia, que estimula a proliferação das células da mucosa gástrica, resultando na formação desses pólipos.
Pólipos de glândula fúndica esporádicos e associados ao uso de IBP são geralmente benignos e têm baixo potencial de malignidade. No entanto, pólipos fúndicos em pacientes com síndromes de polipose familiar (como a Polipose Adenomatosa Familiar) podem ter maior risco de displasia e malignidade.
A decisão de interromper o IBP deve ser individualizada, considerando a indicação do medicamento e a presença de sintomas. Em muitos casos, se os pólipos são pequenos e assintomáticos, o IBP pode ser mantido com acompanhamento. A interrupção pode levar à regressão dos pólipos, mas deve-se avaliar o risco-benefício.
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