Pólipos Gástricos: Classificação e Risco de Malignidade

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022

Enunciado

Com relação aos pólipos gástricos, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Os pólipos adenomatosos não apresentam alto risco para o desenvolvimento de malignidade.
  2. B) O risco para o desenvolvimento de carcinoma é de, aproximadamente, 80% a 90%.
  3. C) Os pólipos das glândulas fúndicas são geralmente benignos, e estão fortemente associados ao uso de inibidores de bomba de próton.
  4. D) A ressecção cirúrgica é indicada quando o pólipo for maior que 1 cm, mesmo sem apresentar foco com- provado de carcinoma invasivo.
  5. E) As lesões pedunculadas devem ser abordadas preferencialmente por gastrectomia parcial.

Pérola Clínica

Pólipos de glândulas fúndicas = benignos, associados a IBP. Adenomatosos → alto risco de malignidade.

Resumo-Chave

Os pólipos gástricos são classificados em diferentes tipos, com variados potenciais de malignidade. Pólipos das glândulas fúndicas são geralmente benignos e frequentemente associados ao uso prolongado de inibidores de bomba de prótons (IBP), enquanto os pólipos adenomatosos possuem um risco significativo de transformação maligna.

Contexto Educacional

Os pólipos gástricos são lesões elevadas na mucosa gástrica, frequentemente descobertas incidentalmente durante endoscopias digestivas altas. A sua importância clínica reside no potencial de malignidade, que varia significativamente conforme o tipo histológico. Compreender essa classificação é fundamental para a conduta adequada e para a preparação em provas de residência. Os principais tipos incluem os pólipos das glândulas fúndicas, que são os mais comuns e geralmente benignos, frequentemente associados ao uso prolongado de inibidores de bomba de prótons (IBP). Eles raramente se tornam malignos e, na maioria dos casos, não requerem ressecção, a menos que sejam grandes ou sintomáticos. Os pólipos hiperplásicos são o segundo tipo mais comum, geralmente benignos, mas podem ter um risco pequeno de malignidade se forem grandes (>1-2 cm) ou apresentarem displasia. Já os pólipos adenomatosos são considerados lesões pré-malignas, com alto risco de progressão para adenocarcinoma gástrico, e sua ressecção é sempre indicada. O diagnóstico é feito por endoscopia com biópsia. A conduta depende do tipo histológico, tamanho e presença de displasia. A ressecção endoscópica é a abordagem preferencial para a maioria dos pólipos que necessitam de remoção. A ressecção cirúrgica (gastrectomia parcial) é reservada para lesões maiores, com invasão submucosa ou quando a ressecção endoscópica é inviável. Para o residente, é crucial saber diferenciar esses tipos de pólipos e suas implicações para o manejo clínico, especialmente a associação dos pólipos das glândulas fúndicas com IBP e o alto risco dos adenomatosos.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais tipos de pólipos gástricos e seus riscos?

Os principais tipos são os pólipos das glândulas fúndicas (geralmente benignos), pólipos hiperplásicos (baixo risco de malignidade, mas pode aumentar com o tamanho) e pólipos adenomatosos (alto risco de malignidade, considerados pré-malignos).

Qual a relação entre o uso de inibidores de bomba de prótons (IBP) e pólipos gástricos?

O uso prolongado de IBP está fortemente associado ao desenvolvimento de pólipos das glândulas fúndicas. Estes pólipos são geralmente benignos e não requerem ressecção, a menos que sejam muito grandes ou causem sintomas.

Quando a ressecção cirúrgica é indicada para pólipos gástricos?

A ressecção cirúrgica (endoscópica ou, mais raramente, gastrectomia parcial) é indicada para pólipos adenomatosos devido ao seu alto potencial maligno, pólipos hiperplásicos grandes (>1-2 cm) ou com displasia, e pólipos das glândulas fúndicas sintomáticos ou muito grandes.

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