Pólipos Gástricos: Classificação e Conduta Clínica

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2024

Enunciado

Os pólipos gástricos são pequenas lesões gástricas, assintomáticos na maioria dos casos. Com relação a essa afecção, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Cerca de 80% dos pólipos adenomatosos benignos sofrem transformação maligna ao longo de acompanhamento prolongado.
  2. B) Os pólipos gástricos podem ser classificados histologicamente como hiperplásicos, adenomatosos ou inflamatórios.
  3. C) Cerca de 25% dos pacientes demonstram acloridria após estimulação máxima; a absorção de vitamina B12 é deficiente em 75% dos casos.
  4. D) A excisão em laço passado pelo endoscópio é segura na maioria dos casos de pólipo, inclusive para pólipos com diâmetro superior a 1 cm.
  5. E) Os pólipos hiperplásicos representam 30% dos casos; consistem em crescimento excessivo do epitélio normal e têm relação com câncer gástrico.

Pérola Clínica

Pólipos gástricos: hiperplásicos (mais comuns), adenomatosos (pré-malignos) e inflamatórios.

Resumo-Chave

A maioria dos pólipos gástricos é assintomática e achada incidentalmente na EDA. A classificação histológica é crucial para determinar o risco de malignidade e a conduta.

Contexto Educacional

Os pólipos gástricos são elevações da mucosa que podem ser classificadas em neoplásicos (adenomas) e não neoplásicos (hiperplásicos, inflamatórios, glândulas fúndicas). Os pólipos hiperplásicos são frequentemente associados a estados inflamatórios crônicos. Já os adenomas ocorrem tipicamente em mucosas com gastrite atrófica e metaplasia intestinal, apresentando risco real de progressão para adenocarcinoma gástrico. O manejo depende do tipo histológico, tamanho e presença de sintomas, sendo a endoscopia a principal ferramenta diagnóstica e terapêutica.

Perguntas Frequentes

Qual o risco de malignização dos pólipos adenomatosos?

Os pólipos adenomatosos gástricos são considerados lesões pré-neoplásicas verdadeiras. Embora a taxa exata varie, estima-se que o risco de transformação maligna seja significativo, justificando a ressecção endoscópica completa (polipectomia) sempre que identificados. Diferente dos pólipos hiperplásicos, que raramente malignizam, os adenomas requerem vigilância rigorosa após a remoção, pois frequentemente estão associados a alterações na mucosa gástrica adjacente, como gastrite atrófica e metaplasia intestinal.

Pólipos hiperplásicos gástricos exigem biópsia?

Sim, todos os pólipos gástricos identificados em endoscopia devem ser biopsiados ou removidos para confirmação histológica. Pólipos hiperplásicos são os mais comuns e geralmente benignos, mas podem estar associados a condições inflamatórias crônicas como infecção por H. pylori ou gastrite atrófica. Em casos raros, focos de adenocarcinoma podem surgir dentro de um pólipo hiperplásico, especialmente naqueles maiores que 2 cm, o que reforça a necessidade de análise histopatológica.

Quando realizar a polipectomia endoscópica?

A polipectomia endoscópica está indicada para todos os pólipos adenomatosos devido ao seu potencial pré-maligno. Para pólipos hiperplásicos, a remoção é recomendada se forem maiores que 0,5 cm a 1 cm, se causarem sintomas (como sangramento ou obstrução) ou se houver suspeita de displasia. A técnica de excisão com alça diatérmica é segura e eficaz para a maioria das lesões, permitindo a recuperação total do tecido para análise histológica detalhada.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo