FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2024
Os pólipos gástricos são pequenas lesões gástricas, assintomáticos na maioria dos casos. Com relação a essa afecção, assinale a alternativa correta:
Pólipos gástricos: hiperplásicos (mais comuns), adenomatosos (pré-malignos) e inflamatórios.
A maioria dos pólipos gástricos é assintomática e achada incidentalmente na EDA. A classificação histológica é crucial para determinar o risco de malignidade e a conduta.
Os pólipos gástricos são elevações da mucosa que podem ser classificadas em neoplásicos (adenomas) e não neoplásicos (hiperplásicos, inflamatórios, glândulas fúndicas). Os pólipos hiperplásicos são frequentemente associados a estados inflamatórios crônicos. Já os adenomas ocorrem tipicamente em mucosas com gastrite atrófica e metaplasia intestinal, apresentando risco real de progressão para adenocarcinoma gástrico. O manejo depende do tipo histológico, tamanho e presença de sintomas, sendo a endoscopia a principal ferramenta diagnóstica e terapêutica.
Os pólipos adenomatosos gástricos são considerados lesões pré-neoplásicas verdadeiras. Embora a taxa exata varie, estima-se que o risco de transformação maligna seja significativo, justificando a ressecção endoscópica completa (polipectomia) sempre que identificados. Diferente dos pólipos hiperplásicos, que raramente malignizam, os adenomas requerem vigilância rigorosa após a remoção, pois frequentemente estão associados a alterações na mucosa gástrica adjacente, como gastrite atrófica e metaplasia intestinal.
Sim, todos os pólipos gástricos identificados em endoscopia devem ser biopsiados ou removidos para confirmação histológica. Pólipos hiperplásicos são os mais comuns e geralmente benignos, mas podem estar associados a condições inflamatórias crônicas como infecção por H. pylori ou gastrite atrófica. Em casos raros, focos de adenocarcinoma podem surgir dentro de um pólipo hiperplásico, especialmente naqueles maiores que 2 cm, o que reforça a necessidade de análise histopatológica.
A polipectomia endoscópica está indicada para todos os pólipos adenomatosos devido ao seu potencial pré-maligno. Para pólipos hiperplásicos, a remoção é recomendada se forem maiores que 0,5 cm a 1 cm, se causarem sintomas (como sangramento ou obstrução) ou se houver suspeita de displasia. A técnica de excisão com alça diatérmica é segura e eficaz para a maioria das lesões, permitindo a recuperação total do tecido para análise histológica detalhada.
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